Sedevacantismo, Sede Vacante e Sedevacantista Explicado

Este artigo contém conteúdo usado de autores: Ir. Pedro Dimond e Ir. Miguel Dimond de Mosteiro de Sagrado Família / igrejacatolica.pt

1. O que é sedevacantismo?

Sedevacantismo é a teoria dos que pensam que os “papas mais recentes, os “papas” do Concílio Vaticano II - João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI, Francisco I - não foram realmente papas. Conseqüentemente, a Cátedra de Pedro não estaria ocupada. Isso é expresso pela fórmula latina “sede vacante”.

2. Qual a origem dessa teoria?

Essa teoria foi concebida em reação à grave crise na qual a Igreja foi jogada desde o Concílio Vaticano II, uma crise que o Arcebispo Lefebvre chamou de “terceira guerra mundial”. A principal causa dessa crise tem sido as ações dos Antipapas do Concílio Vaticano II, que se propaguem sérios heresias em matérias como o ecumenismo, a liberdade religiosa, a colegialidade, etc.

Os sedevacantistas sei que papas genuínos não poderiam ser responsáveis por uma conjuntura como essa e, decorrentemente, eles não os consideram verdadeiros.

A Bula de Paulo IV nos adverte, ainda, o mais importante:

Agregamos que se em algum tempo acontecer que um Bispo, inclusive na função de Arcebispo, ou de Patriarca, ou Primaz; ou um Cardeal, inclusive na função de Legado, ou eleito Pontífice Romano que antes de sua promoção ao Cardinalato ou assunção ao Pontificado, tivesse se desviado da Fé Católica, ou houvesse caído na heresia ou incorrido em cisma, ou o houvesse suscitado ou cometido, a promoção ou a assunção, inclusive se esta houver ocorrido com o acordo unânime de todos os Cardeais, é nula, inválida e sem nenhum efeito; e de nenhum modo pode considerar-se que tal assunção haja adquirido validez, por aceitação do cargo e por sua consagração, ou pela subseqüente possessão ou quase possessão de governo e administração, ou pela mesma entronização ou adoração do Pontífice Romano, ou pela obediência que todos lhe tenham prestado, qualquer que seja o tempo transcorrido depois dos supostos sobreditos.” (Cum ex Apostolatus Officio, Fev. 15, 1559, # 6)

13 Respostas Às Objeções Mais Comuns Ao Sedevacantismo

Objeção 1): As Portas do Inferno não podem prevalecer contra a Igreja, como Cristo disse (Mateus 16). Ele disse que Ele estaria com sua Igreja todos os dias até o fim do mundo (Mateus 28). O que você está dizendo é contrário às promessas de Cristo.

Resposta: Não, indefectibilidade (a promessa de Cristo para sempre estar com sua Igreja, e que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela) significa que a Igreja permanecerá, até o fim dos tempos, essencialmente o que ela é. A indefectibilidade da Igreja requer que pelo menos um remanescente da Igreja existirá até o fim do mundo, e que um verdadeiro papa nunca ensinará autorizadamente erro para Igreja inteira. Isso não exclui antipapas posando de papas (como nós tivemos em numerosos tempos no passado, mesmo em Roma) ou uma seita falsificada que reduz os aderentes da verdadeira Igreja Católica a um remanescente nos últimos dias. Isso é precisamente o que é predito ocorrer nos últimos dias e que aconteceu durante a crise ariana.

Santo Atanásio: “Mesmo se católicos fiéis à tradição são reduzidos a um punhado, eles são a verdadeira Igreja de Jesus Cristo.” [1]

Além disso, deveria ser registrado que a Igreja definiu que heréticos são as portas do inferno que Nosso Senhor mencionou em Mateus 16!

Papa Vigilio, Segundo Concílio de Constantinopla, 553: “… nós lembramos que foi prometido a respeito da santa Igreja e Ele que disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela (por isso nós entendemos as mortíferas línguas dos heréticos)…” [2]

Papa São Leão IX, 2 de Setembro de 1053: “A santa Igreja edificada sobre uma rocha, que é Cristo, e sobre Pedro… porque pelas portas do inferno, isto é, pelas discussões dos heréticos que conduzem os vaidosos à destruição, ela nunca seria submetida.” [3]

São Tomás de Aquino (+1262): “A sabedoria pode preencher os corações dos fiéis, e silenciar a temida estupidez dos heréticos, apropriadamente referida como as portas do Inferno.” [4] (Intro. To Catena Aurea.)

Note que hereges são as portas do inferno. Hereges não são membros da Igreja. Isso é o motivo pelo qual nunca poderiam ser um papa. As portas do inferno (hereges) nunca poderiam ter autoridade sobre a Igreja de Cristo. Isso não significa aqueles que expõem os antipapas heréticos do Vaticano II que estão afirmando que as portas do inferno prevaleceram contra a Igreja; isso significa aqueles que obstinadamente defendem-nos como papas, muito embora eles possam claramente ser provados como manifestos heréticos.

Papa Inocêncio III, Eius exemplo, 18 de Dezembro de 1208: “Pelo coração nós acreditamos e pela boca nós confessamos a única Igreja, não de heréticos, mas a Igreja Romana, Católica e Apostólica fora da qual nós acreditamos que ninguém é salvo.” [5]

São Francisco de Sales (século 17), Doutor da Igreja, A Controvérsia Católica, pp. 305-306: “Agora quando ele [o Papa] é explicitamente um herege, ele perde ipso facto sua dignidade e sai da Igreja...”

Não há um ensinamento da Igreja Católica que possa ser citado que seja contrário ao fato que haja presentemente uma seita falsificada que reduziu a verdadeira Igreja Católica a um remanescente nos dias da Grande Apostasia, que é presidida pelos antipapas que falsamente posaram como papas. Aqueles que afirmam que a seita do Vaticano II é a Igreja Católica afirmam que a Igreja Católica oficialmente endossa falsas religiões e falsas doutrinas. Isso é impossível e significaria que as portas do Inferno prevaleceriam contra ela.

A Grande Apostasia e uma falsa Igreja predita no Novo Testamento e na Profecia Católica

São Lucas 18: 8: “Mas quando vier o Filho do homem, julgais vós que achará ele alguma fé na terra?”

No Evangelho, o Nosso Senhor Jesus Cristo nos avisou que, nos últimos dias, a verdadeira fé se haverá quase extinguido no mundo. Ele nos diz que no próprio “lugar santo,” aí precisamente, instalar-se-á a “abominação da desolação” (Mt. 24:15), e haverá um engano tão profundo que, se fosse possível, até os eleitos seriam enganados (Mt. 24:24).

São Mateus 24:15: “Quando vós pois virdes que a abominação da desolação, que foi predita pelo profeta Daniel, está no lugar santo; o que lê entenda.”

São Mateus 24:24-25: “Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão grandes prodígios, e maravilhas tais, que, se fôra possível, até os eleitos se enganariam. Vêde que eu vo-lo adverti antes.”

2 Tessalonicenses 2: 3-5: “Ninguém de modo algum vos engane; porque não será, sem que antes venha a apostasia e sem que tenha aparecido o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe, e se eleva sobre tudo o que se chama Deus, ou que é adorado, de sorte que se assentará no templo de Deus, ostentando-se como se fosse Deus. Não vos lembrais que eu vos dizia estas coisas quando ainda estava convosco?”

Em 1903, o Papa São Pio X pensou que talvez ele já estivesse a presenciar o princípio dos males que haverão de ocorrer nos últimos dias.

Papa São Pio X, E supremi, #5, 4 de Outubro de 1903: “Há boas razões para temer que esta grande perversão possa ser como se fosse um prenúncio, e talvez o começo dos males que estão reservados para os últimos dias; e que já habite neste mundo o ‘filho de perdição’ (2 Tes. 2:3) do qual fala o Apóstolo.”

O Novo Testamento nos diz que esta farsa ocorrerá no seio das estruturas físicas da Igreja, no “templo de Deus” (2 Tes. 2: 4) e “no lugar santo” (Mt. 24:15). Assim será porque as pessoas não receberão o amor da verdade (2 Tessalonicenses 2: 10).

Em 2 Tessalonicenses 2, São Paulo nos diz que os últimos dias se caracterizarão por uma grande apostasia que será a pior da história – pior inclusive que a ocorrida durante a crise ariana do século IV, na qual seria difícil encontrar um sacerdote autenticamente católico.

P. William Jurgens: “Num momento da história da Igreja, apenas alguns anos antes da pregação de São Gregório [de Nissa] (380 d.C.), talvez o número de bispos católicos em posse de suas sés, ao contrário dos bispos arianos, não fosse maior do que algo entre os 1% ou 3% do total de bispos. Se a doutrina tivesse sido determinada pela popularidade, hoje todos seríamos negadores de Cristo e adversários do Espírito. (The Faith of the Early Fathers, vol. 2, p. 39)

P. William Jurgens: “No tempo do emperador Valente (séc. IV), São Basílio era practicamente o único bispo ortodoxo em todo Oriente que teve êxito em conservar o cargo da sua diocese… Se isto não tem qualquer outra importância para o homem moderno, um conhecimento da história do arianismo deveria pelo menos mostrar-lhe que a Igreja Católica não toma em conta a popularidade e o número para determinar e conservar a doutrina: de outro modo, já teríamos a muito abandonado Basílio, Hilário, Atanásio, Libério e Ósio e nos chamaríamos arianos.” (The Faith of the Early Fathers, vol. 2, p. 3.)

São Gregório de Nissa (+380), Contra os Arianos: “Onde estão os que nos insultam pela nossa pobreza e se orgulham de suas riquezas? Esses que definem a Igreja pelos números e desprezam o pequeno rebanho?(The Faith of the Early Fathers, vol. 2, p. 33.)

Se a crise ariana ― apenas um prelúdio da Grande Apostasia ― foi tão extensa, quão mais extensa será a Grande Apostasia predita pelo Nosso Senhor e por São Paulo?

Profecia de São Nicolau de Flue (1417-1487): “A Igreja será castigada porque a maioria de seus membros, superiores e inferiores, se perverterão para além dos limites. A Igreja se afundará mais e mais, até que ela, finalmente, parecerá haver se extinguido, e a sucessão de Pedro e dos outros Apóstolos expirado. Mas depois disto, ela será exaltada vitoriosamente à vista de todos os incrédulos.” (Yves Dupont, Catholic Prophecy, p. 30)

O Padre Herman Kramer era um sacerdote católico que passou 30 anos a estudar e a escrever um livro sobre o Apocalipse. Ele escreveu o seguinte sobre a profecia de São Paulo que diz respeito ao assentar do Anticristo no Templo de Deus:

São Paulo diz que o Anticristo ‘se sentará no Templo de Deus’… Este não é o antigo Templo de Jerusalém, nem um templo desse tipo construido pelo Anticristo, como alguns pensaram, pois esse seria então o seu próprio templo… esse templo é mostrado como sendo uma igreja católica, possivelmente uma das igrejas em Jerusalém ou a de São Pedro em Roma, que é a maior igreja do mundo e é no seu completo sentido ‘O Templo de Deus.’” (P. Herman Kramer, The Book of Destiny, p. 321)

Note que o P. Kramer diz que ‘o Templo de Deus’ refere-se provavelmente à Basílica de São Pedro em Roma.

Papa Pio XI, Quinguagesimo ante, #30, 23 de Dezembro de 1929: “… tal foi a quantidade de pessoas que vieram à Basílica de São Pedro para a indulgência do jubileu que, provavelmente, nós nunca haviamos visto o grande templo tão cheio de gente.” (The Papal Encyclicals, vol. 3 (1903-1939), p. 351)

A Enciclopédia Católica, no seu artigo acerca do “Anticristo,” nos diz que São Bernardo cria que o Anticristo seria um antipapa:

“… São Bernardo fala da passagem do antipapa [como a Besta do Apocalipse].” (The Catholic Encycopedia, Volume 1, “Antichrist”, p. 561)

Joaquim de Flora (m. 1202): “Quando o fim do mundo estiver próximo, o Anticristo derrubará o Papa e usurpará a sua sé.” (Rev. Culleton, The Reign of Antichrist, p. 130)

Creia-se ou não que o Anticristo será um antipapa, o que foi definitivamente profetizado é que as forças do Anticristo apoderar-se-ão de Roma nos últimos dias. Em 19 de Setembro de 1846, Nossa Senhora da Salette profetizou que, como resultado da apostasia da única verdadeira fé católica nos últimos dias, Roma perderá a fé e se converterá no Assento do Anticristo.

Nossa Senhora de La Salette, 19 de Setembro de 1846: ”Roma perderá a Fé e se tornará o assento do Anticristo… a Igreja estará em eclipse.”

Nossa Senhora chorou em La Salette

Esta alarmante profecia coincide com as profecias das Sagradas Escrituras (Apocalipse 17 e 18), que nos dizem que a cidade das sete colinas (Roma) se converterá numa prostituta (uma falsa Esposa de Cristo), que cometerá fornicações espirituais (idolatria) e embebedar-se-á com o sangue dos santos (falso ecumenismo). A grande prostituta profetizada na Biblia não é a Igreja Católica, mas, ao invés, esta é uma falsa Igreja Católica, uma falsa esposa apóstata que aparecerá nos últimos dias para enganar os católicos e eclipsar a verdadeira Igreja, a qual ficará reduzida a um grupo remanescente. Neste artigo apresentaremos evidências inegáveis, irrefutáveis e esmagadoras, com bases doutrinais e factos inabaláveis, que a “Igreja” nascida do Concilio Vaticano Segundo (1962-1965) na realidade não é a Igreja Católica, mas uma falsa Igreja, uma enorme fraude que nega os ensinamentos fundamentais da Igreja Católica.

Também demonstraremos que os homens que impuseram esta nova religião do Vaticano II e a Nova Missa na realidade não eram católicos, mas hereges manifestos que pregavam uma nova religião.

De facto, qualquer dúvida sobre a autenticidade da mensagem de nossa Senhora da Salette é eliminada neste artigo por uma análise cuidadosa das evidências. Entre outras coisas, este artigo documenta que o Vaticano agora ensina que os judeus são perfeitamente livres de não crer em Jesus Cristo.

Antipapa João Paulo II Sinagoga

Isto pode ser alarmante para alguns, mas é um facto. Sem sequer considerar todas as outras apostasias que são abordadas neste artigo, este facto prova que as palavras de Nossa Senhora tornaram-se realidade: Roma (não a Igreja Católica) perdeu a fé (dando lugar a uma falsa seita não-católica) e tornou-se o assento do Anticristo.

Nos fins de 2001, a Comissão Pontifícia Bíblica publicou um livro entitulado O Povo Judaico e as Suas Escrituras Sagradas na Bíblia Cristã. Este livro argumenta que a contínua espera dos judeus pelo Messias continua sendo válida e justificada pelo Antigo Testamento. “A espera messiânica foi justificada no Antigo Testamento,” explicou o porta-voz papal Joaquín Navarro-Valls, “e se o Antigo Testamento mantém o seu valor, então mantém isso como um valor também. Este diz que você não pode afirmar que todos os judeus estão equivocados e nós temos a razão.” Quando os jornalistas perguntaram-lhe se as suas declarações poderiam dar a entender que o Messias, de facto, pode não ter vindo, Navarro-Valls respondeu: “Isto significa que seria um erro para o católico esperar pelo Messias, mas não para um judeu.” Isto significa que o Vaticano agora mantém que os judeus são perfeitamente livres de rejeitar a Cristo; este é o ensinamento dos “papas” do Vaticano II.

Roma perdeu a fé e tornou-se o assento do Anticristo.

1 João 2:22: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus seja o Cristo? Este tal é um Anticristo, que nega o Pai e o Filho.”

Mas, como pôde isto acontecer, e o que devem os católicos fazer a respeito disso? Este artigo procura responder detalhadamente a ambas as perguntas.

Objeção 2): Qual é sua autoridade para fazer tais julgamentos? Seu uso de enunciados dogmáticos é interpretação privada.

Resposta: Afirmar que aderir a um dogma católico é se engajar em interpretação privada, como faz essa objeção, é afirmar precisamente o que o Papa São Pio X condenou em seu Syllabus de Erros contra os modernistas.

Papa São Pio X, Lamentabile, Os Erros dos Modernistas, 03 de Julho de 1907, #22: “Os dogmas os quais a Igreja professa como revelados não são verdades caídas do céu, mas são um tipo de interpretação de fatos religiosos, que a mente humana por um esforço laborioso preparou por si.” - Condenado [6]

Papa Pio X, Lamentabile, Os Erros dos Modernistas, 03 de Julho de 1907, #54: “Os dogmas, os sacramentos, a hierarquia, até o ponto que pertençam tanto à percepção e à realidade, não são nada mais do que interpretações e a evolução da inteligência cristã, que se elevou e aperfeiçoou o pequeno germe latente no Evangelho.” - Condenado [7]

Note que a idéia de que os dogmas são interpretações é condenada. Mas isso é exatamente o que essa objeção está afirmando.

Objeção 3): Você não pode saber se alguém é um herético ou denunciá-lo como tal sem um julgamento ou uma sentença declaratória.

Resposta: Não é assim. A sentença declaratória que segue uma excomunhão automática é meramente um reconhecimento legal de algo que já existe. Se isso não fosse verdade, a excomunhão automática seria sem sentido.

Canon 2314, 1917 Código de Direito Canônico: “Todos os apóstatas da fé Cristã e todo herético ou cismático: 1) Incorre ipso facto [por esse bastante fato] em excomunhão…” [8]

A pessoa excomungada já é cortada da Igreja. A maioria dos heréticos é conhecida por serem heréticos sem um julgamento ou uma sentença declaratória, e devem ser denunciados como tais.

Papa Pio VI, Auctorem fidei, 29 de Agosto de 1794: “47. Da mesma forma, a proposição que ensina que é necessário, de acordo com as leis natural e divina, tanto para excomunhão ou para suspensão, que um exame pessoal deveria se preceder, e que, portanto, sentenças chamadas ‘ipso facto’ não tem qualquer outra força senão uma séria ameaça sem qualquer efeito real” – falsa, irrefletida, perniciosa, injuriosa ao poder da Igreja, errônea. [9]

Como nós vimos aqui, a Igreja Católica ensina que processos e julgamentos formais não são necessárias para excomunhões ipso facto terem efeito. Elas são muito freqüentes, como no caso do herético Martinho Lutero, reconhecimentos formais da excomunhão ipso facto já ocorreram. Isso deveria ser óbvio para um católico.

O mesmo princípio aplica-se a um herege tal como John Kerry, o notório apoiador do aborto. Quase todos considerados conservadores professando-se católicos imediatamente concordariam que John Kerry é um herético e não um católico, na medida em que ele obstinadamente rejeita o ensinamento católico contra o aborto. Mas eles estão fazendo esse “julgamento” por sua própria conta, na medida em que nenhuma sentença declaratória foi emitida contra ele. Eles estão, desta forma, provando o ponto que uma declaração não é necessária para condenar um herético. A maioria dos heréticos na história da Igreja, e quase todos os heréticos no mundo atual, foram e devem ser considerados heréticos sem qualquer declaração em virtude de sua heresia sendo manifesta.

Quando a heresia é manifesta e claramente obstinada, como no caso de Lutero, João Paulo II, Bento XVI ou Francisco I (que diz que nós não deveríamos converter os não-católicos e toma parte no culto dos Judeus), católicos não somente podem denunciá-lo como um não-católico sem um julgamento, como devem fazê-lo. Isso é precisamente porque São Roberto Bellarmino, Doutor da Igreja, dirigindo-se a essa precisa questão, expressa inequivocadamente que o manifesto herético está deposto e deve ser evitado como um não-católico sem nenhuma autoridade antes de qulaquer “excomunhão ou sentença judicial.”. Nesse contexto, São Roberto usa a palavra “excomunhão” para referir-se à penalidade ferendae sententiae (a declaração formal pelo papa ou juiz).

São Roberto Bellarmino, De Romano Pontifice, II, 30, falando de um requerente ao Posto Papal: “Porque, em primeiro lugar, é provado com argumentos da autoridade e da razão que o manifesto herético é deposto 'ipso facto'. O argumento da autoridade é baseado em São Paulo (Tito 3:10), que ordena que o herético seja evitado depois de duas advertências, isto é, depois de mostrar-se como manifestamente obstinado – que significa antes de qualquer excomunhão ou sentença judicial. E isso é o que escreve São Jerônimo, acrescentando que os outros pecadores estão excluídos da Igreja pela sentença de excomunhão, mas os heréticos se exilam e separam do Corpo de Cristo por sua própria conta.”

Assim, não-sedevacantistas, argumentando que católicos não podem denunciar manifestos heréticos tais como Bento XVI ou Francisco tendo em vista que não houve um julgamento formal, estão completamente errados. Sua conclusão faz a unidade da fé na Igreja motivo de zombaria.

De acordo com a conclusão não-sedevacantista, católicos teriam que afirmar, exemplificadamente, a comunhão com um homem que declarou publicamente não querer qualquer comunhão com a Igreja Católica, e que sustentou que toda lei pontifícia é um pântano de heresias; ou um homem que é obstinadamente pró-aborto, apenas porque nenhuma declaração formal foi feita contra ele. Expressar que católicos deveriam manter comunhão com tais manifestos heréticos porque nenhum processo foi completado, é contrário aos ensinamentos católicos e à Tradição Católica.

São Roberto Bellarmino, De Romano Pontifice, II, 30: “… pois homens não são obrigados ou aptos a ler corações; MAS QUANDO ELES VÊEM QUE ALGUÉM É UM HERÉTICO PELAS OBRAS EXTERNAS, ELE JULGA-O COMO UM HERÉTICO PURO E SIMPLES, E CONDENAM-NO COMO UM HERÉTICO.”

Objeção 4): O que acontece com a heresia material? Não podem os papas do Vaticano II somente ser hereges materiais?

Resposta: Um herege “material” é um católico errando de boa fé a respeito de um assunto dogmático. Os antipapas do Vaticano II são, sem qualquer dúvida, hereges reais. Eles não podem ser hereges materiais (católicos errando de boa fé) por muitas razões, a mais importante entre as quais sendo: 1) eles não acreditam nos mistérios essenciais da fé; 2) eles rejeitam dogmas óbvios dos quais estão totalmente cientes.

“Herege material” é um termo usado por teólogos para descrever um católico errando de boa fé com respeito a algum ensinamento da Igreja, que negaram deliberadamente. O único meio de alguém ser um “herege material” é não estar ciente que a posição que sustenta é contrária ao ensinamento da Igreja. Uma tal pessoa mudaria sua posição imediatamente ao ser informada do ensinamento da Igreja sobre a matéria. Assim, um assim-chamado “herege material” não é um herege, mas particularmente um católico confuso que não nega nada daquilo que ele sabe que a Igreja ensinou. O fato de um suposto “herege material” não ser um herege é provado pelo fato de que um suposto “herege material” não deixa de ser parte da Igreja; e nós já demonstramos através de muitas citações que todos os hereges deixam de ser membros da Igreja.

Papa Eugênio IV, Concílio de Florença, “Cantate Domino,” 1441: “A Igreja Católica Romana firmemente acredita, professa e prega que todos aqueles que estão fora da Igreja Católica, não somente pagãos, mas também Judeus ou hereges e cismáticos…” [10]

Um herege material, portanto, não é um herético, mas um católico que está inocentemente enganado a respeito de algo que a Igreja ensina. Por conseguinte, aquele que afirma que Bento XVI (João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI, Francisco I etc.) está inconsciente de todos os dogmas que ele nega, e, portanto, é somente um “herege material” (em outras palavras, um católico enganado) não estão somente argumentando algo que é absurdo, mas IMPOSSÍVEL. É impossível que Bento XVI seja somente um suposto “herege material” por três razões:

Número 1): É um fato que Bento XVI conheça bastante os dogmas da Igreja que ele nega. Ele sabe muito a respeito da doutrina católica como quase ninguém no mundo. Ele discursa sobre pronunciamentos dogmáticos da Igreja – os mesmos que ele contradiz e rejeita, tal como o Vaticano I – o tempo inteiro.

Número 2): É impossível Bento XVI ser somente um “herege material” ou um católico enganado porque – supondo por um momento que ele esteja inconsciente dos muitos dogmas os quais ele nega (que, como nós declaramos, definitivamente não é verdade) – sendo um homem que clama ser um bispo e o papa, ele está obrigado a aprendê-los. Portanto, não há desculpa para ele sob o motivo que ele está inconsciente dos dogmas fundamentais da Igreja que ele nega.

Número 3): É impossível que Bento XVI seja meramente um “herege material” porque há certas coisas que todo adulto deve crer por uma necessidade de meios em vista de ser um católico, e Bento XVI não crê nessas coisas. Toda católico adulto deve acreditar na Trindade, na Encarnação, que Jesus Cristo e sua Igreja são verdadeiros, e que outras religiões fora da de Jesus Cristo são falsas. Esses mistérios essenciais devem ser conhecidos por uma necessidade de meios.

Pope Pius XI, Mortalium Animos (# 2): “…Sem dúvida, estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis, pois, embora não de uma única maneira, elas alargam e significam de modo igual aquele sentido ingênito e nativo em nós, pelo qual somos levados para Deus e reconhecemos obsequiosamente o seu império. Erram e estão enganados, portanto, os que possuem esta opinião: pervertendo o conceito da verdadeira religião, eles repudiam-na e gradualmente inclinam-se para o chamado Naturalismo e para o Ateísmo. Daí segue-se claramente que quem concorda com os que pensam e empreendem tais coisas afasta-se inteiramente da religião divinamente revelada.” [11]

Papa Leão XIII, Satis Cognitum (# 13), 29 de Junho de 1896: “Você não pode ser considerado como guardião da verdadeira fé católica se você não ensina que a fé de Roma é para ser guardada.” [12]

Se alguém crê que a religião católica não deve ser aceita por não-católicos, então esse alguém não é um católico. Como nós demonstramos, os antipapas do Vaticano II ensinam que a religião católica não deve ser aceita pelos não-católicos; eles especificamente ensinam que os Cismáticos Orientais, Protestantes, Judeus, não-cristãos etc. não necessitam se converter à fé católica.

Antipapa Paulo VI, Declaração Conjunta com o “Papa” Cismático Shenouda III, 10 de Maio de 1973: “Paulo VI, Bispo de Roma e Papa da Igreja Católica e Shenouda III, Papa de Alexandria e Patriarca da Sé de São Marco… Em nome dessa caridade, nós rejeitamos todas as formas de proselitismo… Deixe-o cessar, onde possa existir …” [13]

Antipapa João Paulo II, Homilia, 25 de Janeiro de 1993: “O meio de atingir a unidade cristã, em verdade, diz o documento da Comissão Pontifícia da Rússia, ‘não é o proselitismo, mas diálogo fraternal...” [14]

Antipapa Bento XVI, Discurso aos Protestantes no Dia Mundial da Juventude, 19 de Agosto de 2005: “E nós agora perguntamos: o que significa restaurar a unidade de todos os cristãos?... essa unidade não significa o que poderia ser chamado ecumenismo do retorno: isto é, negar e rejeitar a própria história da fé de alguém. Absolutamente não!” [15]

Antipapa Francisco, Evangelii Gaudium (# 254), Nov. 24, 2013: “Os não-cristãos fiéis à sua consciência podem, por gratuita iniciativa divina, viver «justificados por meio da graça de Deus» e, assim, «associados ao mistério pascal de Jesus Cristo». Devido, porém, à dimensão sacramental da graça santificante, a acção divina neles tende a produzir sinais, ritos, expressões sagradas [os não-cristãos!] que, por sua vez, envolvem outros numa experiência comunitária do caminho para Deus. ... O mesmo Espírito suscita por toda a parte diferentes formas de sabedoria prática que ajudam a suportar as carências da vida e a viver com mais paz e harmonia. ... que nos pode ajudar a viver melhor as nossas próprias convicções.”

Antipapa Francisco, Evangelii Gaudium (# 247), Nov. 24, 2013: “Um olhar muito especial é dirigido ao povo judeu, cuja Aliança com Deus nunca foi revogada... Como cristãos, não podemos considerar o Judaísmo como uma religião alheia, nem incluímos os judeus entre quantos são chamados a deixar os ídolos para se converter ao verdadeiro Deus [i.e., Jesus Cristo ea Trindade!] (cf. 1 Ts 1, 9). Juntamente com eles, acreditamos no único Deus que actua na história, e acolhemos, com eles, a Palavra revelada comum.”

Escritura e a doutrina definida pela Igreja ensinem infalivelmente que a Velha Aliança já não é válida, desde que foi substituída pela Nova

A suplantação do Velho Testamento pelo Novo é doutrina definida da Fé Católica (cf. Hebreus 8:13). Na Profissão de Fé solene do Concílio Ecuménico de Florença, sendo Papa Eugénio IV, lê-se:

A sacrossanta Igreja Romana... acredita, professa e ensina firmemente que a matéria relativa ao Velho Testamento, ou Lei Mosaica, que se divide em cerimónias, ritos sagrados, sacrifícios e sacramentos, porque foram estabelecidos para significar alguma coisa no futuro, embora fossem adequados ao culto divino naquele tempo, depois da vinda de Nosso Senhor, significada por eles, cessaram, e começaram os sacramentos do Novo Testamento... Portanto, [a Igreja Romana] declara que todos os que, depois daquele tempo, observam a circuncisão e o dia de Sábado [sábado judaico] e as outras exigências da lei, são estranhos à Fé Cristã e não estão, de modo algum, aptos a participar na salvação eterna, a menos que algum dia rejeitem esses erros. (Densinger 1348)

Vaticano II também ensina os judeus não são apresentados na Escritura como rejeitados ou amaldiçoados.

Concílio Vaticano II: E embora a Igreja seja o novo Povo de Deus, nem por isso os judeus devem ser apresentados como reprovados por Deus e malditos, como se tal coisa se concluísse da Sagrada Escritura.” (Declaração sobre a Relação da Igreja com as Religiões Não-Cristãs Nostra Aetate, parágrafo 4).

O que diz Jesus:

Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 10:33)

A palavra “negar” significa repudiar, reprovar, desdenhar, renegar, perder, desconsiderar totalmente. Portanto, o Vaticano II está negando a verdade divinamente revelada de Deus em Mateus 10:33: “Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.”

Então, é claro, há Mateus 27,25: “Todo o povo, respondendo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.” Para o ensinamento tradicional da Igreja em relação a essa passagem:

E destarte eles [os judeus] sujeitaram, não apenas a si próprios, mas até a seus mais recentes descendentes, ao desagrado por parte de Deus. Eles o sentem até hoje, em seu pleno vigor, estando espalhados pelo mundo inteiro, sem cidade, nem templo, nem sacrifício, nem sacerdote ou príncipe… ‘Essa maldição’, diz São Jerônimo, ‘permanece neles até este dia, e o sangue do Senhor não se aparta deles’, como Daniel profetizou (Daniel 9,27).” (Cornélio a Lapide, Comentário sobre Mateus 27,25)

Vaticano II ensina que os muçulmanos adoram o verdadeiro e único Deus

Antipapa Paulo VI, Vaticano II, Nostra Aetate: “3. A Igreja olha também com estima para os muçulmanos. Adoram eles o Deus Único, vivo e subsistente, misericordioso e onipotente, criador do céu e da terra.”

Antipapa João Paulo II, Audiência Geral, 5 de maio de 1999: “1. Aprofundando o tema do diálogo inter-religioso, reflectimos hoje sobre o diálogo com os muçulmanos, que «adoram conosco um Deus único e misericordioso» (Lumen gentium, 16; cf. Catecismo da Igreja Católica [CIC], 841). Para eles a Igreja olha com estima, convicta de que a sua fé em Deus transcendente concorre para a construção de uma nova família humana, fundada sobre as mais altas aspirações do coração do homem.”

Desde quando a Igreja Católica tem alta estima com aqueles que adoram falsos deuses e praticam religiões falsas? Esse enunciado sozinho é blasfêmia e idolatria. Provando sua estima pelos muçulmanos, os antipapas apóstatas da Igreja do Vaticano II afirmam que “eles [muçulmanos] adoram Deus... o criador do céu e da terra”.

O que os islâmicos adoram é um demônio, pois é uma religião falsa, e porque negam a Santíssima Trindade são anticristos. Com efeito, quem nega a Pessoa do Filho nega a Pessoa do Pai. E quem assim procede é um anticristo:

Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho não tem o Pai. Todo aquele que proclama o Filho tem também o Pai. (I Jo 2, 22-23)

O que é mais absurdo é Vaticano II e seus antipapas apóstatas afirmar que Alah é o “juiz dos homens no último dia”, quando todos sabemos que este juiz é Jesus Cristo.

Antipapa Francisco, Evangelii Gaudium (# 252), Nov. 24, 2013: “Islão... que eles «professam seguir a fé de Abraão, e connosco adoram o Deus único e misericordioso, que há-de julgar os homens no último dia».”

Antipapa João Paulo II, Catecismo da Igreja [Conciliar] Católica: “841. As relações da Igreja com os muçulmanos. "Mas o plano de salvação abrange também aqueles que reconhecem o Criador. Entre eles, em primeiro lugar, os muçulmanos, que, professando manter a fé de Abraão, adoram conosco o Deus único, misericordioso, juiz dos homens no último dia (LG, 42).

O que diz Bento XVI:

O Sumo Pontífice expressou o respeito pelos muçulmanos "que adoram o Deus único", oito dias depois de um discurso sobre o Islã que provocou indignação no mundo muçulmano.” (Papa destaca profundo respeito pelos muçulmanos, UOL Últimas Notícias, 20/09/2006)

Em realidade, os muçulmanos adoram um falso ídolo, pois negam a Santíssima Trindade. Assim são os ídolos dos pagãos:

Porque os deuses dos pagãos, sejam quais forem, não passam de ídolos.” (Sl. 95, 5)

Portanto, um dos deuses da igreja do Vaticano II e seus antipapas apóstatas é o deus dos muçulmanos.

Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho não tem o Pai. Todo aquele que proclama o Filho tem também o Pai.” (I Jo 2, 22-23)

A Igreja Católica que é a intérprete da Palavra de Deus ensina o que se segue:

Papa Sixto III, Concílio de Éfeso, 432: “5. Se alguém ousar dizer que Cristo foi um homem de comportamento divino e não particularmente Deus em verdade... seja anátema”.

Caro leitor, Jesus Cristo é Deus? Acreditam os muçulmanos que Jesus Cristo é Deus? Os muçulmanos acreditam na Santíssima Trindade? Os muçulmanos adoram a Deus? Pergunte a um muçulmano se ele acredita que Jesus Cristo e a Santíssima Trindade são Deus, e veja o que ele vai lhe responder.

A negação peremptória da Santíssima Trindade por parte dos islâmicos pode ser vista no alcorão:

Não digais: Trindade! Abstende-vos disso, que será melhor para vós; sabei que Deus é Uno. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido um filho.” (Sura al-Nisa’ 4:171b).

Quem quer que creia na Santa Trindade está fortemente condenado pelo Alcorão:

São blasfemos aqueles que dizem: Deus é um da Trindade!, portanto não existe divindade alguma além do Deus Único. Se não desistirem de tudo quanto afirmam, um doloroso castigo açoitará os incrédulos entre eles.” (Sura al-Ma’ida 5:73)

O blasfemo Corão ensina que Jesus Cristo e a Santíssima Trindade não são Deus, e que quem quer que disser isso é um infiel:

Corão, Livro 5, versículo 19/17: “Infiéis são aqueles certamente que dizem: Alah é o messias, filho de Maria.”

Corão, Livro 4, par. 171: “os seguidores do livro não excedem os limites em sua religião e não falam mentiras contra Alah, mas falam a verdade; o messias, Isa filha de Maria é somente um apóstolo de Alah... acredite, portanto, em Alah e seus apóstolos, e não diga, Três. Desista, é melhor pra você; Alah é somente um Deus; distante de Sua glória que Ele deveria ter um filho.”

Corão, Livro 9, par. 30: “os cristãos dizem: o messias é o filho de Alah; essas são as palavras de suas bocas; eles imitam o dito daqueles que não acreditaram antes, que possa Alah destruí-los.”

João Paulo II provou sua alta estima pelo “deus” dos muçulmanos e o corão venerando-o com um beijo.

Cumprindo seus deveres como católicos, os santos condenaram o deus muçulmano e o Corão. Eles também disseram que os muçulmanos estão em estado de danação:

Maomé foi um discípulo do demônio, e seus seguidores estão em um estado de perdição.” (São Jorge de San Saba)

Quem quer que não abrace a religião católica será danado, como foi seu falso profeta Maomé.” (São Pedro Mavimenus)

Vaticano II ensina que as seitas heréticas e cismáticas são meios de salvação

Concílio de Vaticano II: “As igrejas e comunidades separadas, enquanto tais, embora creiamos que padeçam dos defeitos já mencionados, não estão de forma alguma despojadas de sentido e de importância no mistério da salvação. Pois o Espírito de Cristo não se recusou a usá-las como meios de salvação, os quais derivam sua eficácia da própria plenitude de graça e verdade confiada à Igreja Católica.” (Decreto sobre o Ecumenismo Unitatis Redintegratio, parágrafo 3).

Isso contradiz uma doutrina que foi repetida talvez mais vezes que qualquer outra pela Igreja e é inquestionavelmente revelada por Deus. Somente um único exemplo do ensinamento magisterial da verdadeira doutrina é necessário, e selecionamos o seguinte, do Concílio de Florença, “Cantate Domino,” realizado sob a égide do Papa Eugênio IV (1441):

A Santíssima Igreja Romana firmemente crê, professa e prega que nenhum daqueles que estão fora da Igreja Católica, não só pagãos, mas também judeus e hereges e cismáticos, podem ter parte na vida eterna; mas que irão para o fogo eterno que foi preparado para o Diabo e seus anjos, a não ser que, antes de morrer, entrem nela…”

Além disto…

Concílio de Éfeso, 432: “Mas aqueles que ousarem compor uma fé diferente, ou introduzir ou oferecê-la a pessoas desejando voltar-se ao conhecimento da verdade, seja do paganismo ou do judaísmo, ou de qualquer heresia qual seja, deverá ser deposto, sejam eles bispos ou clérigos; bispos do episcopado e clérigos do clero; e se eles forem leigos, que sejam anátema.”

Quinto Concílio Lateranense, 1512-1517 DC: “Sessão 8: E desde que a verdade não possa contradizer a verdade, nós definimos que todo enunciado contrário à verdade iluminada da fé é totalmente falsa e nós estritamente proibimos de ensinar de outra forma. Nós decretamos que todos aqueles que aderirem aos enunciados errôneos desta natureza, assim espalhando heresias as quais são completamente condenadas, venham a ser evitados de todas as formas e punidos como detestáveis e odiosos heréticos e infiéis que estão minando a fé católica. ... Todos os falsos cristãos e aqueles com sentimentos maus voltados para a fé, de qual seja raça ou nação, bem como os heréticos e aqueles manchados com alguma tinta de heresia, ou judaizantes, são para ser excluídos da companhia dos fiéis de Cristo e expulsos de qualquer posição, especialmente da cúria Romana, e punidos com uma penalidade apropriada...

As principais heresias e outros erros do Vaticano II: O direito civil à liberdade religiosa

Concílio Vaticano II: O Concílio declara, além disso, que o direito à liberdade religiosa se funda realmente na própria dignidade da pessoa humana… Este direito da pessoa humana à liberdade religiosa deve ser reconhecido no ordenamento jurídico da sociedade, de modo que se torne um direito civil.” (Declaração sobre a Liberdade Religiosa Dignitatis Humanae, parágrafo 2)

E, o que é mais, os “papas” do Vaticano II tomaram providências para garantir que, nos países onde essa liberdade não fosse ainda um “direito civil”, ela se tornasse um. Destarte, as constituições católicas da Espanha e da Colômbia foram suprimidas, por orientação expressa do Vaticano, e as leis desses países, alteradas para permitir a prática pública de religiões acatólicas.

Antes da década de 1960, em uma porção de nações católicas sobreviventes, permitia-se aos acatólicos reunir-se para seus rituais, mas não podiam “cultuar” em público nem possuir igrejas, pregar em público ou fazer proselitismo. Nem, tampouco, podiam seus “ministros” vestir-se como clérigos: em Malta, por exemplo, os “capelães” do Exército britânico tinham de usar gravata em vez do colarinho clerical.

E, como para refutar o mais claramente possível os esforços de certos desorientados membros “conservadores” da Seita Conciliar em contornar o texto supracitado, interpretando-o de algum modo bem incrível, Karol Wojtyla nunca perde uma oportunidade de inculcar a sua própria – certamente exata – interpretação da intenção do Concílio. Por exemplo, em fevereiro de 1993 declarou ele, na predominantemente pagã República Africana do Benim, que “a Igreja considera a liberdade religiosa um direito inalienável…”

O que diz Francisco:

Antipapa Francisco, Evangelii Gaudium (# 255), Nov. 24, 2013: “Os Padres sinodais lembraram a importância do respeito pela liberdade religiosa, considerada um direito humano fundamental. Inclui «a liberdade de escolher a religião que se crê ser verdadeira e de manifestar publicamente a própria crença». Um são pluralismo, que respeite verdadeiramente aqueles que pensam diferente e os valorizem como tais, não implica uma privatização das religiões, com a pretensão de as reduzir ao silêncio e à obscuridade da consciência de cada um ou à sua marginalização no recinto fechado das igrejas, sinagogas ou mesquitas. Tratar-se-ia, em definitivo, de uma nova forma de discriminação e autoritarismo. O respeito devido às minorias de agnósticos ou de não-crentes não se deve impor de maneira arbitrária que silencie as convicções de maiorias crentes ou ignore a riqueza das tradições religiosas.

A doutrina correta, que os Papas reiteraram com frequência, é afirmada da maneira mais autoritativa na seguinte passagem da Quanta Cura do Papa Pio IX (1864):

E partindo desta ideia absolutamente falsa da organização social, não têm receio em promover aquela opinião errônea, especialmente letal à Igreja Católica e à salvação das almas, chamada por Nosso Predecessor, Gregório XVI, loucura, a saber: que a liberdade de consciência e de culto é direito próprio de cada homem, e deve ser proclamada pela lei em toda sociedade corretamente constituída… Todas e cada uma das doutrinas individualmente mencionadas nesta Carta, por Nossa autoridade Apostólica as reprovamos, proscrevemos e condenamos; e queremos e mandamos que todas elas sejam tidas como absolutamente reprovadas por todos os filhos da Igreja.”

Além disso, essa noção de liberdade religiosa já havia sido expressamente declarados como herética pelo Papa Pio VII no Breve Post Tam Diuturnas.

Pope Pius XI, Mortalium Animos (# 2): “…Sem dúvida, estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis, pois, embora não de uma única maneira, elas alargam e significam de modo igual aquele sentido ingênito e nativo em nós, pelo qual somos levados para Deus e reconhecemos obsequiosamente o seu império. Erram e estão enganados, portanto, os que possuem esta opinião: pervertendo o conceito da verdadeira religião, eles repudiam-na e gradualmente inclinam-se para o chamado Naturalismo e para o Ateísmo. Daí segue-se claramente que quem concorda com os que pensam e empreendem tais coisas afasta-se inteiramente da religião divinamente revelada.”

A lei da Igreja presume pertinácia na heresia, a menos que se prove o contrário

Canon 2200.2, Código da Lei Canônica de 1917: “Quando uma violação externa da lei foi cometida, malícia é presumida no foro externo até que o contrário seja provado.”

Um comentário sobre esse canon pelo Rev. Eric F. Mackenzie, A.M., S.T.L., J.C.L, declara que:

O suficiente cometimento de qualquer ato que significa heresia, em outras palavras, a declaração de alguma doutrina contrária ou contraditória a um dogma definido e revelado, confere base suficiente para presunção jurídica de depravação herética… eximindo circunstâncias que devem ser provadas no foro externo, e a carga de prova está sobre a pessoa cuja ação deu azo à imputação de heresia. Na ausência de tal prova, todas tais desculpas são presumidas não existirem.” [16]

Não somente os antipapas do Vaticano II deram centenas de declarações contrárias a dogmas revelados e definidos, mas eles também explicitamente declararam estar em comunhão com – na mesma Igreja – cismásticos e heréticos. Eles, além disso, confirmaram tais declarações com atos que também manifestam sua aderência à heresia, tais como communicatio in sacris (comunicação em coisas sagradas) com várias religiões falsas. Não é, portanto, a lei ou o espírito da Igreja que exonera alguém publicamente de vomitar heresia, mas sim a sua presunção de culpa.

Vaticano II ensina que a oração pública em comum com hereges e cismáticos é útil e louvável

Concílio de Vaticano II: “Em algumas circunstâncias peculiares, como por ocasião das orações prescritas ‘pela unidade’ e em reuniões ecumênicas, é lícito e até desejável que os católicos se associem aos irmãos separados na oração. Tais preces comuns são certamente um meio muito eficaz para impetrar a graça da unidade. São uma genuína manifestação dos vínculos pelos quais ainda estão unidos os católicos com os irmãos separados”. (Decreto sobre o Ecumenismo Unitatis Redintegratio, parágrafo 8)

A doutrina correta é formulada claramente no Cânon 1258 do Código de Direito Canônico de 1917, que nem mesmo o mais entusiasmado promotor do Vaticano II pode negar estava em vigor quando ocorria o Vaticano II. Este cânon afirma que é ilícito assistir ativamente de qualquer modo, ou tomar parte, nas funções sagradas de acatólicos; e isso é simplesmente repetição e afirmação do que sempre foi a regra da Igreja.

Agora, reconhecidamente, se o Cânon 1258 fosse lei puramente eclesiástica – noutras palavras, um tipo de lei humana –, o Vaticano II (se foi um verdadeiro concílio) poderia tê-la indeferido e imposto uma nova lei. Só que o Cânon 1258 não era uma lei puramente eclesiástica. Representa em parte uma aplicação da Lei Divina; e nem mesmo um Papa é capaz de abolir uma Lei Divina (nem de dispensar dela).

Cânones apostólicos, 1º século: “Canon 54, Se qualquer clérigo ou leigo viesse a entrar em uma sinagoga de judeus ou heréticos para rezar, que o primeiro seja deposto e o último seja excomungado.”

Terceiro Concílio de Constantinopla, 680-681 DC: “Se qualquer eclesiástico ou leigo vier a entrar em uma sinagoga dos judeus ou casas de encontros dos heréticos para integrar em orações com eles, que seja deposto e privado da comunhão. Se qualquer bispo ou padre ou diácono vier a integrar uma oração com heréticos, que seja suspenso da comunhão.”

Prova plenamente suficiente de que uma Lei Divina está em questão pode ser encontrada na seguinte instrução sobre o tema da “communicatio in sacris cum acatholicis” dirigida aos católicos pelo Cardeal Allen em sua carta de 12 de dezembro de 1592:

“… Vós [padres] e todos os meus irmãos devem ter grande cuidado para que não ensinem, nem defendam, que seja lícito comunicar com os protestantes nas orações ou cerimônias deles ou nos conventículos onde eles se reunem para ministrar seus sacramentos falsos; pois isto é contrário à prática da Igreja e dos Santos Doutores em todos os tempos, que jamais comunicaram ou permitiram que pessoa católica alguma rezasse junto com arianos, donatistas ou quejandos. Nem tampouco é esta uma lei positiva da Igreja, pois nesse caso poder-se-ia obter dispensa dela em certas ocasiões; mas é proibido pela própria Lei Eterna de Deus, como por muitos argumentos evidentes pude demonstrar… Para me certificar mais ainda de tudo isso, pedi o julgamento do Papa presentemente reinante [Papa Clemente VIII], e ele me disse expressamente que participar com os protestantes, seja rezando com eles ou indo às igrejas ou cerimônias deles ou coisa do tipo, não tinha como ser lícito nem passível de dispensa.” (Letters and Memorials of Cardinal Allen [Cartas e Monumentos do Cardeal Allen], vol. 2, p. 344)

Ora, tomar parte de uma assembléia religiosa de pagãos, heréticos e judeus, é um gesto simbólico de apostasia. No entanto, Antipapa Francisco celebrou Hanukkah em sinagoga com judeus argentinos em dezembro de 2012.

Antipapa Francisco celebrou Hanukkah em sinagoga com judeus argentinos, dezembro de 2012

São Tomás de Aquino explica que da mesma forma que declarações heréticas, há ações apóstatas e heréticas:

Summa Theologica, pt. I-II, q. 103, a. 4: “Todas as cerimônias são profissões de fé, em que a adoração interior de Deus consiste. Agora o homem pode fazer profissão de sua fé interior pelas ações bem como pelas palavras: e em ambas profissões, se ele faz uma falsa declaração ele peca mortalmente.”

São Tomás até nos dá um exemplo:

Summa Thelogica, pt. II-II, q. 12, a. 1, obj. 2: “... se alguém fosse... orar na tumba de Maomé, ele seria considerado um apóstata.”

Católicos são obrigados a condenar os protestantes, a religião judaica, muçulmana e o Corão etc., para informá-los que eles estão em um estado de danação, e chamá-los à conversão.

A evidência apresentada nesse artigo é a evidência principal que católicos deveriam usar para condenar o Vaticano II, a igreja conciliar e seus antipapas apóstatas pelos crimes de apostasia e idolatria. Os documentos da igreja conciliar ensinam tais crimes, e seus antipapas apóstatas e seus apaniguados confirmam-nos e praticam-nos. Nenhum crime pode ser mais completo e notório do que esses.

Qualquer suposto católico que não condene a igreja conciliar e seu antipapa apóstata e deles não se separe por essa única evidência é também um idólatra e apóstata. Ele terá negado o básico bastante da fé católico como professado em seu voto batismal que proclama a divindade de Jesus Cristo e da Santíssima Trindade.

Se você pertence à igreja conciliar (Vaticano II) e está em comunhão religiosa com esses antipapas apóstatas, então você está adorando o mesmo deus que eles – o deus dos muçulmanos, judeus, protestantes, etc. Quando você ensina que eles adoram o mesmo deus que os não-católicos, você fala a verdade, pois todos não-católicos adoram satã:

Porque os deuses dos pagãos, sejam quais forem, não passam de ídolos. Mas foi o Senhor quem criou os céus.” (Sl. 95, 5)

Não! As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios.” (I Cor. 10, 20)

A Igreja ensina que um herege não pode ser papa

A Igreja Católica teve cerca de 40 antipapas na sua História. Um antipapa é um falso papa que não é eleito canonicamente. É um indivíduo que afirma ser o papa mas que não foi legitimamente eleito. A Igreja Católica ensinou infalivelmente que um herege não pode ser um verdadeiro papa. A razão disso é que um papa é um membro da Igreja e a cabeça visível dessa, mas um herege põe-se a si próprio fora da Igreja e deixa de ser um membro da Igreja. Logo, um herege não pode ser o Papa!É por isso que o Código Canónico, Papa Paulo IV, São Francisco de Salles, São Afonso, São Roberto Belarmino – todos ensinam que um herege não pode ser papa, e se o verdadeiro papa se tornasse manifestamente um herege, ele deixaria de ser o Papa. Este ensinamento está baseado no dogma infalível de que um herege não é um católico e não é um membro da Igreja.

São Francisco de Sales: “Quando ele [o Papa] é explicitamente um herege, ele cai ipso facto da sua dignidade e para fora da Igreja.”

São Antonino: “No caso de o Papa ter se tornado um herege, ele encontrar-se-ia, por esse facto isolado e sem nenhuma outra sentença, separado da Igreja. Ele não poderia ser um herege e continuar como Papa.”

O Papa Paulo IV ensinou a mesma coisa na sua bula Cum ex Apostolatus Officio: que nenhum católico pode aceitar uma pessoa como papa que possa ser evidentemente exposta como um herege. Cremos que uma das razões possíveis para que a Nossa Senhora tenha aparecido no dia 13 de Maio é de que esse é o dia da Festa de São Roberto Belarmino. São Roberto fez as declarações mais famosas na história da Igreja acerca da possibilidade de o Papa se tornar notoriamente um herege e, consequentemente, deixar de ser o Papa.

São Roberto Belarmino: “Um Papa que é manifestamente um herege automaticamente deixa de ser Papa e Cabeça, tal como ele deixa automaticamente de ser cristão e um membro da Igreja. Por conseguinte, ele pode ser julgado e punido pela Igreja. Este é o ensinamento de todos os Padres da antiguidade que ensinam que hereges manifestos perdem automaticamente toda a jurisdição.”

São Roberto Belarmino: “… aquele que não é cristão não é um membro da Igreja e um herege manifesto não é cristão, tal como é claramente ensinado por São Cipriano, São Atanásio, São Gerónimo e outros; logo, um herege manifesto não pode ser Papa.”

Papa Pio XII, Mystici Corporis Christi (#23), 29 de Junho de 1943: “Nem todos os pecados, embora graves, são de natureza tais que separem o homem do corpo da Igreja como fazem os cismas, a heresia e a apostasia.”

Papa Inocêncio III, Eius exemplo, 18 de Dezembro de 1208: “Também cremos com coração e com a boca confessamos uma só Igreja, não dos hereges, mas a santa, Romana, católica e apostólica, fora da qual nós cremos que ninguém se salva.”

E como poderemos julgar se alguém é um herege?

São Roberto Belarmino: “Homens não são obrigados ou capazes de ler corações, mas quando eles vêm que alguém é um herege pelas suas obras públicas, eles julgam-no pura e simplesmente como um herege, e condenam-no como um herege.”

A Bula Cum Ex Apostolatus Officio, do Papa Paulo IV, confirma que Cardeais serão excomungados ipso facto e, portanto, privados de seus ofícios eclesiásticos em casos de desvios de fé:

Incorrem em excomunhão ipso facto todos os que conscientemente ousam acolher, defender ou favorecer aos desviados ou lhes dêem crédito, ou divulguem suas doutrinas; sejam considerados infames, e não sejam admitidos a funções públicas ou privadas, nem nos Conselhos ou Sínodos, nem nos Concílios Gerais ou Provinciais, nem ao Conclave de Cardeais, ou em qualquer reunião de fiéis ou em qualquer outra eleição.” (Cum ex Apostolatus Officio, Fev. 15, 1559, # 6)

Papa São Celestino:

A autoridade de Nossa Sé Apostólica determinou que o bispo, clérigo ou simples cristãos que foi deposto ou excomungado por Nestório ou seus seguidores, depois que os últimos começaram a pregar heresia, não deveria ser considerado deposto ou excomungado. Pois aquele que desertou da fé com tais pregações, não pode depor ou remover quem quer que seja.” [17]

Papa Pio IX confirma esse princípio ensinando que se considera herético ou cismático alguém mesmo se este ainda não foi declarado como tal pela Santa Sé.

Papa Pio IX, Quartus Supra (# 12), 6 de Janeiro de 1873: “Na medida em que a façção da Armênia é como tal, eles são cismáticos mesmo se não foram ainda condenados como tais pela autoridade Apostólica.” [18]

Canon 188.4, 1917 Código de Direito Canônico: Há certas causas as quais efetuam a tácita (silenciosa) demissão de um posto, cuja demissão é aceita antecipadamente pela operação da lei, e, por conseguinte, são efetivas sem qualquer declaração. Essas causas são… (4) se ele publicamente deserdou da fé.”

A Bula de Paulo IV nos adverte, ainda, o mais importante:

Agregamos que se em algum tempo acontecer que um Bispo, inclusive na função de Arcebispo, ou de Patriarca, ou Primaz; ou um Cardeal, inclusive na função de Legado, ou eleito Pontífice Romano que antes de sua promoção ao Cardinalato ou assunção ao Pontificado, tivesse se desviado da Fé Católica, ou houvesse caído na heresia ou incorrido em cisma, ou o houvesse suscitado ou cometido, a promoção ou a assunção, inclusive se esta houver ocorrido com o acordo unânime de todos os Cardeais, é nula, inválida e sem nenhum efeito; e de nenhum modo pode considerar-se que tal assunção haja adquirido validez, por aceitação do cargo e por sua consagração, ou pela subseqüente possessão ou quase possessão de governo e administração, ou pela mesma entronização ou adoração do Pontífice Romano, ou pela obediência que todos lhe tenham prestado, qualquer que seja o tempo transcorrido depois dos supostos sobreditos.(Cum ex Apostolatus Officio, Fev. 15, 1559, # 6)

Desta forma, fica bem claro que a eleição de Francisco é inválida, pois um apóstata não pode ser um católico, muito menos um papa.

Neste sentido a lei canônica:

Canon 2314, § 1: “Todos os apóstatas da fé cristã, e todos os hereges e cismáticos: (1) são ipso facto [automaticamente] excomungados.”

Por conseguinte, não se deve prestar obediência a Francisco, como finalmente adverte a Bula:

E em conseqüência, os que assim houvessem sido promovidos e houvessem assumido suas funções, por essa mesma razão e sem necessidade de se fazer nenhuma declaração posterior, estão privados de toda dignidade, lugar, honra, título, autoridade, função e poder; e seja lícito, em conseqüência, a todas e a cada uma das pessoas subordinadas aos assim promovidos e assumidos, se não se tivessem apartado da Fé, nem houvessem sido heréticos, nem houvessem incorrido em cisma, ou o houvessem suscitado ou cometido, tanto os clérigos seculares e regulares, ou mesmo que os leigos; e aos Cardeais, inclusive aos que tenham participado na eleição desse Pontífice Romano, que com anterioridade se apartou da Fé, e era ou herético ou cismático, ou que tivesse consentido em outros pormenores e os tenham prestado obediência, e se tivessem ajoelhado ante ele; aos chefes, prefeitos, capitães, oficiais, inclusive de nossa materna Urbe e de todo o Estado Pontifício; assim mesmo aos que por acatamento ou juramento, ou caução se tenham obrigado e comprometido com os que nessas condições foram promovidos ou assumiram suas funções, (seja-lhes licito) subtrair-se a qualquer momento e impunemente da obediência e devoção de quem foi assim promovido ou entraram em funções, e evitá-los como se fossem feiticeiros, pagãos, publicanos ou heresiarcas, o que não obsta que estas mesmas pessoas tenham que prestar sem embargo estrita fidelidade e obediência aos futuros bispos, arcebispos, patriarcas, primazes, cardeais ou ao Romano Pontífice, canonicamente eleito.” (Papa Paulo IV, Cum ex Apostolatus Officio, Fev. 15, 1559, # 6)

Embora o circo do Vaticano II viva de aparências, enganando milhões de incautos, as realidades espirituais não enganam o Espírito Santo.

1) Um conclave repleto de heréticos e apóstatas não pode suscitar um papa legítimo; 2) e é um fato dogmático que um herege não pode ser validamente eleito papa. De uma árvore má não brotam bons frutos.

A Sé seguirá vacante até o fim dos tempos como justo castigo de Deus...

Objeção 5): A Igreja não pode existir sem um papa, ou pelo menos não pode existir por 40 anos sem um papa, como dizem os sedevacantistas…

Resposta: A Igreja existiu por anos sem um papa, e assim também por todo o tempo em que um papa morre. A Igreja experimentou um interregno papal por 200 diferentes vezes na história da Igreja. O mais longo interregno papal (antes da apostasia do Vaticano II) foi entre o Papa São Marcelino (296-304) e o Papa São Marcelo (308-309). Durou mais de três anos e meio. [19] Além disso, teólogos ensinam que a Igreja pode existir mesmo por décadas sem um papa.

Objeção 6): Ninguém pode julgar a Santa Sé… desta forma, os papas do Vaticano II são verdadeiros papas.

Resposta: Primeiro, as pessoas precisam entender que o ensinamento “Ninguém pode julgar a Santa Sé” significa. Ele provém da Igreja primitiva. Na Igreja primitiva, quando um bispo era acusado de um crime, havia algumas vezes um julgamento presidido por outros bispos ou por um patriarca de maior autoridade. Esses bispos presidiriam o julgamento sobre o bispo acusado. O Bispo de Roma, porém, na medida em que ele é o bispo supremo da Igreja, não pode ser sujeito a qualquer julgamento por outros bispos ou por outras pessoas.

Não poderia haver uma mais impressionante confirmação que a posição sedevacantista não contradiz o ensinamento que “Ninguém pode julgar o papa ou a Santa Sé” do que o fato da Bula do Papa Paulo IV repetir esse ensinamento a respeito de ninguém julgar o papa imediatamente anterior a declarar que o fiel deve reconhecer como inválida a eleição de um herético!

O Papa Paulo IV, ao contrário do que não-sedevacantistas que usam o argumento de que “ninguém pode julgar a Santa Sé”, corretamente distingue um verdadeiro papa católico, que ninguém pode julgar, e um manifesto herético (p.e. João Paulo II, Bento XVI, Francisco I etc.) que demonstrou-se um não-católico que não é papa, visto que ele está fora da verdadeira fé. Essa é a prova evidente que sedevacantistas que crêem como inválida a “eleição” do manifesto herético Joseph Ratzinger ou Jorge Bergoglio etc. não estão julgando um papa.

Objeção 7): São Roberto Bellarmino disse que não se pode depor um papa, mas que pode-se licitamente resitir a ele. Sedevacantistas julgam, punem e depõem o papa …

São Roberto Bellarmino, De Romano Pontifice, Livro II, Cap. 29: “Da mesma forma que é lícito resistir ao Pontífice que ataca o corpo, assim também é lícito resistir àquele que ataca almas ou destrói a ordem civil ou, acima de tudo, tenta destruir a Igreja. Eu digo que é lícito resistir-lhe não fazendo o que ele ordena e impedindo a execução de sua vontade. Não é lícito, porém, julgá-lo, puni-lo, ou depô-lo.”

Resposta: No capítulo 29 (a citação na objeção 2), São Roberto diz que você não pode “julgar, punir ou depor” o papa. No capítulo 30, ele diz que um manifesto herético deixa de ser papa (isto é, ele é deposto) e pode ser “julgado e punido” pela Igreja.

São Roberto Bellarmino não é nem um idiota nem está se contradizendo. Ele é um doutor da Igreja, e sabe exatamente o que está tentando dizer. É absolutamente óbvio, portanto, que ele não está falando a respeito de um papa manifestamente herético no capítulo 29, mas sim de um verdadeiro papa que dá mau exemplo, que não é um manifesto herético. O contexto do capítulo confirma isso sem qualquer dúvida.

No capítulo 29 São Roberto Bellarmino afirma que enquanto um católico pode resistir a um mau papa: “que é lícito resistir ao Pontífice que ataca o corpo”, ele não pode depô-lo, mesmo se o papa dá mau exemplo, perturba o estado ou mata almas pela sua ação: “Não é lícito, porém, julgá-lo, puni-lo, ou depô-lo.” Ele está falando de um mau papa que não é um manifesto herético.

Com isso em mente, a objeção levantada através de Bellarmino contra o sedevacantismo é refutada. Ele não está falando a respeito de um manifesto herético no capitulo 29, mas um verdadeiro papa que age inapropriadamente; pois ele explica que um papa manifestamente herético é deposto, julgado e punido no capítulo 30.

Objeção 8): O Papa Pio XII declarou em Vacantis Apostolicae Sedis que um cardeal, não importa a excomunhão sobre a qual esteja, pode ser eleito papa.

Papa Pio XII, Vacantis Apostolicae Sedis, 8 de Dezembro de 1945: “34. Nenhum dos cardeais pode, de qualquer modo, ou pelo pretexto de qualquer excomunhão, suspensão, ou interdito qual seja, ou de qualquer outro impedimento eclesiástico, ser excluído na eleição ativa e passiva do Supremo Pontífice. Nós, por meio disto, suspendemos tais censuras somente para o propósito da dita eleição; em outros tempos elas permaneçam em vigor (AAS 38 [1946], p. 76).”

Resposta: Nós já demonstramos que é um dogma que 1) heréticos não são membros da Igreja; e 2) que um papa é a cabeça da Igreja. É um fato dogmático, portanto, que um herético não pode ser a cabeça da Igreja, já que ele não é um membro dela.

O que, então, significa Vacantis Apostolicae Sedis do Papa Pio XII? Primeiro de tudo, é preciso entender que excomunhão pode ser incorrida por muitas coisas. Historicamente, excomunhões são distingüidas em termos maiores ou menores. Excomunhões maiores são incorridas por heresia e cisma (pecados contra a fé) e certos outros pecados maiores. Aqueles que receberam excomunhões maiores por heresia não eram membros da Igreja (como nós já provamos detalhadamente). Excomunhões menores, porém, não removiam alguém da Igreja, mas proibiam-na a participar na vida sacramental da Igreja. O Papa Bento XIV registrou a distinção.

Papa Bento XIV, Ex Quo Primum (# 23), 1º de Março de 1756: “Demais a mais, hereges e cismáticos estão sujeitos à censura de excomunhão maior pela lei do Can. de Ligu. 23, quest. 5, e Can. Nulli, 5, dist. 19.” [20]

Excomunhão menor, por outro lado, era incorrida por coisas tais como violar um segredo do Santo Ofício, falsificar relíquias (c. 2326), violar uma clausura (c. 2342), etc. Essas são todas penalidades eclesiásticas ou da Igreja. Tais ações, embora gravemente pecaminosas, não separam uma pessoa da Igreja.

Portanto, um cardeal que recebe uma excomunhão por heresia é não mais um cardeal porque hereges estão fora da Igreja Católica (de fide, Papa Eugênio IV). Mas um cardeal que recebe uma excomunhão por outra coisa é ainda um cardeal, embora em um estado de grave pecado.

Assim, quando o Papa Pio XII afirma que todos os cardeais, qualquer que seja o impedimento que ele esteja, pode votar e ser eleito em conclave papal, isso pressupõe que cardeais que receberam uma excomunhão por outra coisa que não heresia, já que um cardeal que recebeu uma excomunhão por heresia não é um cardeal.

A Bula Cum Ex Apostolatus Officio, do Papa Paulo IV, confirma que Cardeais serão excomungados ipso facto e, portanto, privados de seus ofícios eclesiásticos em casos de desvios de fé:

Agregamos que se em algum tempo acontecer que um Bispo, inclusive na função de Arcebispo, ou de Patriarca, ou Primaz; ou um Cardeal... que antes de sua promoção ao Cardinalato ou assunção ao Pontificado, tivesse se desviado da Fé Católica, ou houvesse caído na heresia ou incorrido em cisma, ou o houvesse suscitado ou cometido, a promoção ou a assunção, inclusive se esta houver ocorrido com o acordo unânime de todos os Cardeais, é nula, inválida e sem nenhum efeito... Incorrem em excomunhão ipso facto todos os que conscientemente ousam acolher, defender ou favorecer aos desviados ou lhes dêem crédito, ou divulguem suas doutrinas; sejam considerados infames, e não sejam admitidos a funções públicas ou privadas, nem nos Conselhos ou Sínodos, nem nos Concílios Gerais ou Provinciais, nem ao Conclave de Cardeais, ou em qualquer reunião de fiéis ou em qualquer outra eleição.” (Cum ex Apostolatus Officio, Fev. 15, 1559, # 6)

O ponto chave para entender é que heresia não é meramente um impedimento eclesiástico – assim, não á aquilo que Pio XII está falando a respeito – mas um impedimento pela lei divina.

Santo Antonino (1459): “No caso em que o papa se tornasse um herético, ele encontraria-se, por aquele só fato e sem qualquer outra sentença, separado da Igreja. Uma cabeça separada de um corpo não pode, enquanto permanence separado, ser cabeça do mesmo corpo do qual foi cortado. Um papa que estaria separado da Igreja por heresia, portanto, cessaria de ser a cabeça da Igreja por esse suficiente fato. Ele não poderia ser um herético e permanecer papa, porque, na medida em que esteja fora da Igreja, não possui as chaves da Igreja.” (Summa Theologica, citado nos Atos do Vaticano I. V. Frond pub.)

Objeção 9): Como poderia a Igreja inteira e todos os cardeais reconhecerem um antipapa, tal como no caso de João XXIII (1958-1963)?

Resposta: O Papa Paulo IV declarou que católicos não poderiam aceitar um tal candidato herético, mesmo se obediência fosse lhe dada por "todos" – indicando por tal enunciado que todos darem obediência a um tal antipapa é uma possibilidade.

Papa Paulo IV, Cum ex Apostolatus Officio, Fev. 15, 1559, # 6: “Agregamos que se em algum tempo acontecer que um... eleito Pontífice Romano que antes de sua promoção ao Cardinalato ou assunção ao Pontificado, tivesse se desviado da Fé Católica, ou houvesse caído na heresia ou incorrido em cisma, ou o houvesse suscitado ou cometido, a promoção ou a assunção, inclusive se esta houver ocorrido com o acordo unânime de todos os Cardeais, é nula, inválida e sem nenhum efeito;

Mas nós já tivemos uma situação na qual todos os cardeais reconheceram um antipapa! Durante o Grande Cisma Ocidental, 15 dos 16 cardeais que elegeram o Papa Urbano VI retiraram sua obediência sob o fundamento que a multidão romana incontrolável tornou a eleição não-canônica. O único cardeal que não repudiou o Papa Urbano VI foi o Cardeal Tebaldeschi, mas ele morreu brevemente depois, em 7 de Setembro – deixando uma situação pela qual nenhum dos cardeais da Igreja Católica reconhecia o verdadeiro papa, Urbano VI. Todos os cardeais viventes então reconheceram essa eleição como inválida. [21]

No século XII, o Antipapa Anacleto II – que reinou oito anos em Roma enquanto rivalizava com o verdadeiro Papa, Inocêncio II – ganhou a maioria dos cardeais, o Bispo de Porto, o Reitor do Colégio Sagrado, e a populaça inteira de Roma como seus apoiadores. [22]

Objeção 10): Papa Honório (que foi validamente eleito) foi condenado por heresia por um concílio geral depois de sua morte, ainda que a Igreja não o considere ter deixado de ser papa, muito embora ele fosse acusado de heresia durante seu reino.

Resposta: Como nós já vimos, é um fato dogmático que um herege não pode ser papa, já que é um dogma infalivelmente definido que um herege não é um membro da Igreja Católica.

Com esses fatos em mente, pode-se ver: 1) o caso do Papa Honório não prova que hereges possam ser papas, porque é um fato dogmático que um herege não pode ser papa; e 2) os fatos do caso do Papa Honório são drasticamente diferentes do caso dos antipapas do Vaticano II, tendo em vista que as duas cartas de Honório supostamente contendo heresia eram quase completamente desconhecidas no tempo e estavam mesmo defendidos por papas que o sucederam. Comparar as duas cartas do Papa Honório aos atos e declarações dos manifestos heréticos Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e Francisco I é como comparar um grão de areia ao litoral.

João Paulo II durante uma oração sincretista, reunido com vários falsos líderes religiosos em Assis em 1989. Esta actividade “ecuménica” foi sempre condenada pela Igreja Católica, e rejeitada especificamente pelo Papa Pio XI em 1928 como uma rejeição completa da fé católica. Isto é uma revolução contra a fé – um novo evangelho.

Objeção 11): A Igreja e a hierarquia sempre serão visíveis. Se a Igreja do Vaticano II não é a verdadeira Igreja Católica, então a Igreja e a hierarquia não são mais visíveis.

Resposta: 1) As pessoas entendem mal no que consiste a visibilidade da Igreja; 2) a seita do Vaticano II não pode ser a Igreja visivel de Cristo; e 3) a seita do Vaticano II nega esse completo ensinamento sobre a visibilidade da Igreja.

Ninguém nega que a Igreja Católica pudesse deixar de existir em todos os países do mundo exceto um. A visibilidade da Igreja não requer que os fiéis ou a hierarquia sejam vistas em toda locação geográfica singular ao redor do globo. Isso nunca foi o caso. Simplesmente, a visibilidade da Igreja significa os fiéis católicos reais que externamente professam a única religião verdadeira, mesmo se eles são reduzidos a um número muito pequeno. Esses fiéis que externamente professam a única religião verdadeira sempre permanecerão como a visível Igreja de Cristo, mesmo se seus níveis sejam reduzidos a apenas um punhado.

E isso é precisamente o que é predito acontecer no fim do mundo.

Santo Atanásio: “Mesmo se fiéis católicos à tradição são reduzidos a um remanescente, eles são a verdadeira Igreja de Jesus Cristo.” [23]

A heresia ariana se tornou tão expandida no século IV que os Arianos (que negam a Divindade de Cristo) vieram a ocupar quase todas as igrejas católicas e pareceram ser a legítima hierarquia basicamente por toda parte.

P. William Jurgens: “Num momento da história da Igreja, apenas alguns anos antes da pregação de São Gregório [de Nissa] (380 d.C.), talvez o número de bispos católicos em posse de suas sés, ao contrário dos bispos arianos, não fosse maior do que algo entre os 1% ou 3% do total de bispos. Se a doutrina tivesse sido determinada pela popularidade, hoje todos seríamos negadores de Cristo e adversários do Espírito.” (The Faith of the Early Fathers, vol. 2, p. 39)

P. William Jurgens: “No tempo do emperador Valente (séc. IV), São Basílio era practicamente o único bispo ortodoxo em todo Oriente que teve êxito em conservar o cargo da sua diocese… Se isto não tem qualquer outra importância para o homem moderno, um conhecimento da história do arianismo deveria pelo menos mostrar-lhe que a Igreja Católica não toma em conta a popularidade e o número para determinar e conservar a doutrina: de outro modo, já teríamos a muito abandonado Basílio, Hilário, Atanásio, Libério e Ósio e nos chamaríamos arianos.” (The Faith of the Early Fathers, vol. 2, p. 3.)

Esse período da história da Igreja, portanto, prova um importante ponto para nosso tempo: se a missão indefectível da Igreja de ensinar, governar e santificar requereu um bispo governante (jursidicional) para a Igreja de Cristo estar presente e operante em uma sé ou diocese particular, então teria que se dizer que a Igreja de Cristo desertou em todos aqueles territórios onde não havia qualquer bispo católico governante durante a heresia Ariana. Porém, é um fato que no século IV, quando os fiéis guardavam a verdaderia fé católica, mesmo naquelas sés onde o bispo desertou ao Arianismo, o remanescente de fiéis católicos constituíram a verdadeira Igreja de Cristo. Nesse remanescente, a Igreja Católica existiu e sofreu em sua missão para ensinar, governar e santificar, sem um bispo governante, assim provando que a indefectibilidade da Igreja de Cristo e missão para ensinar, governar e santificar não requer a presença de um bispo jurisdicional.

Objeção 12): Os papas do Vaticano II não ensinaram manifesta heresia, porque suas declarações são ambíguas e requerem comentário.

Não. Os atos e declarações dos heréticos Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e Francisco I é manifestos .

No entanto, o Papa Pio VI declara que hereges tais como Nestório, sempre camuflaram suas heresias e erros doutrinais em auto-contradição e ambigüidade!

Papa Pio VI, condenando o Síndono de Pistoia, Bula "Auctorem fidei," 28 de Agosto de 1794: “[Os Antigos Doutores] sabiam da capacidade de inovadores na arte do engano. A fim de não chocar os ouvidos dos católicos, eles procuravam ocultar as sutilezas de suas manobras tortuosas pelo uso de palavras aparentemente inócuas tais que permitiam-nos insinuar o erro no interior da almas da maneira mais branda. Uma vez que a verdade estivesse comprometida, eles poderiam, por meio de leves mudanças ou adições em fraseologia, distorcer a confissão da fé que é necessária para nossa salvação, e conduzir os fiéis a erros sutis para sua eterna danação. Essa maneira de dissimular e mentir é viciosa, sem levar em consideração as circunstâncias sobre as quais é usada. Pois muito boas razões nunca podem ser tolerados em um sínodo cuja glória principal consiste em acima de tudo ensinar a verdade com clareza e excluir todo perigo de erro.

"Demais a mais, se tudo isso é pecaminoso, não pode ser desculpado na forma que se vê o que está sendo feito, sob o errôneo pretexto que as afirmações aparentemente chocantes em um lugar são, além disso, desenvolvidas ao longo de linhas ortodoxas em outros lugares, e mesmo em ainda outros lugares corrigidas; ainda que se permitindo a possibilidade de tanto afirmar ou negar a declaração, ou deixando-a disposta às inclinações pessoais do indivíduo – tal sempre foi um método fraudulento e audaz usado pelos inovadores para estabelecerem o erro. Isso permite tanto a possibilidade de promover o erro ou de escusá-lo.

"É como se os inovadores pretendessem tentar sempre apresentar as passagens alternativas, especialmente àqueles de fé simples, que eventualmente vinham a conhecer somente parte das conclusões de tais discussões que são publicadas na linguagem comum para uso de quem quer que seja. Ou, novamente, como se os mesmos fiéis tivessem a habilidade de examinar tais documentos para julgar tais matérias por si mesmos sem ficarem confusos e evitarem todo risco de erro. É uma técnica mais repreensível para a insinuação de erros doutrinários e condenada muito tempo atrás por nosso predecessor Santo Celestino que descobriu-a usada nos escritos de Nestório, Bispo de Constantinopla, e que ele expôs em vista de condená-la com a maior severidade possível. Uma vez que esses textos foram examinados cuidadosamente, o impostor foi exposto e confundido, pois ele expressava por si mesmo uma superabundância de erros, misturando coisas verdadeiras com outras que eram obscuras; misturando às vezes uma com outra de uma tal forma que ele ficava também apto a confessar tais coisas que eram negadas, enquanto, ao mesmo tempo, possuindo uma base para negar aquelas completas sentenças que ele confessava.

"A fim de expor tais armadilhas, algo que se torna necessário com uma certa freqüencia em todo século, nenhum outro método é requerido senão o seguinte: NÃO IMPORTA QUANDO SE TORNE NECESSÁRIO EXPOR ENUNCIADOS QUE DISFARÇAM ALGUM ERRO SUSPEITO, O PERIGO SOB O VÉU DA AMBIGÜIDADE, DEVE-SE DENUNCIAR O PERVERSO SIGIFICADO SOB O QUAL O ERRO OPOSTO À VERDADE CATÓLICA É CAMUFLADO.”

A evidência apresentada na objeção 4 é a evidência principal que católicos deveriam usar para condenar o Vaticano II, a igreja conciliar e seus antipapas apóstatas pelos crimes de apostasia e idolatria. Os documentos da igreja conciliar ensinam tais crimes, e seus antipapas apóstatas e seus apaniguados confirmam-nos e praticam-nos. Nenhum crime pode ser mais completo e notório do que esses.

Objeção 13): Tanto os Códigos de Direito Canônico de 1917 e 1983 ensinam que uma declaração é necessaria para alguém perder seu posto devido à heresia.

Resposta: Isso é simplesmente inverdade. O Código herético e inválido de 1983 do Antipapa João Paulo II declara que uma tal declaração é necessária no Canon 194 § 3. Mas o de 1917 não. O canon paralelo ao canon 194 do Código de 1917 é o canon 188. O Canon 188 do Código de 1917 não contém essa guarnição, mas simplesmente declara que um clérigo que “Publicamente abandona a fé Católica” (188 § 4) perde seu posto por esse complete fato “sem qualquer declaração.”

Canon 188.4, do Código de Direito Canônico de 1917: “Há certas causas as quais efetuam a tácita (silenciosa) demissão de um posto, cuja demissão é aceita antecipadamente pela operação da lei, e, por conseguinte, são efetivas sem qualquer declaração. Essas causas são… (4) se ele publicamente deserdou da fé.” [24]

Portanto, não há razão para não aceitar a posição Sedevacantista

Nós dirigimos em muitos detalhes as maiores objeções lançadas contra a posição sedevacantista. Nós podemos ver que não há nada na doutrina da Igreja Católica que deveria motivar alguém a não aceitar o inegável fato que a seita do Vaticano II não é a Igreja Católica, e que os homens que encabeçaram essa seita (os “papas” pós-Vaticano II) não são papas, mas antipapas não-católicos. Pelo contrário, há prova inegável para essa posição e toda razão para aceitá-la.

Notas de rodapé:

[1] Coll. Selecta SS. Eccl. Patrum. Caillu and Guillou, Vol. 32, pp 411-412

[2] Decrees of the Ecumenical Councils, Vol. 1, p. 113.

[3] Denzinger, The Sources of Catholic Dogma, B. Herder Book. Co., Thirtieth Edition, 1957, no. 351.

[4] The Sunday Sermons of the Great Fathers, Regnery, Co: Chicago, IL, 1963,Vol. 1, pp. xxiv.

[5] Denzinger 423.

[6] Denzinger 2022.

[7] Denzinger 2054.

[8] The 1917 Pio-Benedictine Code of Canon Law, translated by Dr. Edward Von Peters, San Francisco, CA: Ignatius Press, 2001, canon 2314, p. 735.

[9] Denzinger 1547.

[10] Decrees of the Ecumenical Councils, Vol. 1, p. 578.

[11] The Papal Encyclicals, Vol. 3 (1903-1939), pp. 313-314.

[12] The Papal Encyclicals, Vol. 2 (1878-1903), p. 399.

[13] L’Osservatore Romano (the Vatican’s Newspaper), May 24, 1973, p. 6.

[14] L’Osservatore Romano, Jan. 27, 1993, p. 2.

[15] L’Osservatore Romano, August 24, 2005, p. 8.

[16] Eric F. Mackenzie, A.M., S.T.L., J.C.L. Rev., The Delict of Heresy, Washington, D.C.: The Catholic Univ. of America, 1932, p. 35. (Cf. Canon 2200.2).

[17] St. Robert Bellarmine, De Romano Pontifice, II, 30.

[18] The Papal Encyclicals, Vol. 1 (1740-1878), p. 416.

[19] Denzinger 51-52e; Warren H. Carroll, A History of Christendom, Vol. 1 (The Founding of Christendom), p. 494; J.N.D. Kelly, Oxford Dictionary of Popes, Oxford University Press, 2005, p. 25.

[20] The Papal Encyclicals, Vol. 1 (1740-1878), p. 84.

[21] Warren H. Carroll, A History of Christendom, Vol. 3 (The Glory of Christendom), pp. 432-434.

[22] The Catholic Encyclopedia, Vol. 1, p. 447.

[23] Coll. Selecta SS. Eccl. Patrum, Caillu and Guillou, Vol. 32, pp 411-412. Answers to Objections 347

[24] The 1917 Pio-Benedictine Code of Canon Law, translated by Dr. Edward Von Peters, p. 83.

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