Purgatório

Purgatório

"Todo o que tiver falado contra o Filho do homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste mundo, nem no mundo vindouro." (Mt 12,32).

Introdução

Segundo a fé católica, é um estádio de purificação dos restos de pecado por que passam as almas dos que morreram na graça de Deus, até entrarem no Céu. Dizem-se benditas as “almas do Purgatório” porque têm a salvação garantida, aceitando com alegria a purificação total que compreendem necessária para a visão de Deus, face a face. Faz ainda parte da fé católica que as almas do Purgatório podem beneficiar dos sufrágios dos que ainda vivem, pelo que a Igreja recomenda que se reze por elas, se ofereça a missa por sua intenção e se alcancem indulgências em seu proveito. Tais recomendações encontram normalmente bom eco no povo de Deus, que até costuma elevar, pelos caminhos, pequenos monumentos a recordá-las, a que chama “alminhas”. A doutrina católica sobre o P. foi definida especialmente nos concílios de Florença e de Trento, com base no AT (2 Macabeus 12,42-45), no NT (1 Cor 3,15).


O Purgatório nas Sagradas Escrituras

A Palavra de Deus nos ensina que somente aqueles que estão puros, ou seja justificados, podem herdar a vida eterna e consequentemente terem acesso à visão beatífica de Deus (Sl 14; Hb 12,22-23; Mt 5,8). Infelizmente, também é verdade, pouquíssimos cristãos partem desta vida totalmente reconciliados com Deus e com os irmãos. O Senhor vem então, em socorro de nossas fraquezas, com sua misericórdia, permitindo que aqueles que estão destinados ao céu, ou seja que procuraram pautar suas vidas pela mensagem e vivência evangélica, mas que ainda carregam em si algumas imperfeições e pecados, possam ser purificados, de algum modo, após a morte. O purgatório é portanto, uma exigência da razão e mesmo de caridade de Deus por nós. Hoje, infelizmente, muitos negam a realidade do purgatório, afirmando que o mesmo não se encontra na Bíblia. O termo "purgatório" não existe na Bíblia, mas a realidade, o conceito doutrinário deste lugar de purificação existe. Examinemos:

"Todo o que tiver falado contra o Filho do homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste mundo, nem no mundo vindouro." (Mt 12,32). O pecado contra o Espírito Santo, ou seja a pessoa que recusa de todas as maneiras os caminhos da salvação, não será perdoado nem neste mundo, nem no mundo futuro. Acena o Senhor Jesus neste trecho implicitamente, que há pecados que serão perdoados no mundo futuro, i.é, após a morte. Ver também Mc 3,29.

"Mas, se o tal administrador imaginar consigo: 'Meu senhor tardará a vir'. E começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar (...) e o mandará ao destino dos infiéis. O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, mais se há de exigir." (Lc 12,45-48). Nesta parábola, o administrador é o ministro da Igreja (quatro versículos acima Pedro pergunta ao mestre: "Senhor é para nós que estás contando esta parábola?", ao que Jesus responde: "Qual é então Pedro, o administrador fiel que o Senhor constituirá sobre todo o seu pessoal?"). Pois bem, o ministro de Deus que for infiel, receberá a visita do seu Senhor "no dia em que não o esperar" (dia de sua morte). E o Senhor o "mandará ao destino dos infiéis" (Inferno). Porém a parábola acena que haverá outros tipos de administradores, e outros tipos de destino. Aquele que conhece a vontade de Deus mas não se preparou como convinha para a sua volta, será açoitado "com numerosos golpes". Aquele que ignora a vontade de seu Senhor e fizer coisas repreensíveis, será açoitado com "poucos golpes". Portanto após a morte dos administradores da casa de Deus, uns serão condenados ao inferno, outros serão punidos, uns mais, outros menos, conforme o merecimento de cada um, mas não compartilharão o "destino dos infiéis". Após a morte, portanto, haverá de haver algum lugar ou "estado" onde os administradores pouco fiéis haverão de ser purificados.

"Ora, quando fores com o teu adversário ao magistrado, faze o possível para entrar em acordo com ele pelo caminho, a fim de que ele não te arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o executor te ponha na prisão. Digo-te: não sairás dali, até pagares o último centavo." (Lc 12,58-59). Nesta parábola, o Senhor Jesus ensina que, enquanto estivermos nesta vida, devemos ter sempre uma atitude de reconciliação com os nossos irmãos de caminhada. Devemos sempre entrar "em acordo" com o próximo, pois caso contrário, ao fim da vida seremos entregues ao juiz (Deus), que por sua vez nos entregará ao executor (seu anjo) e este nos colocará na prisão (purgatório); dali não sairemos até termos pago à justiça divina toda nossa dívida, "até o último centavo". Mas um dia haveremos de sair. A condenação neste caso não é eterna. Ver também Mt 5,21-26 e 18,23-35.

"Quanto ao fundamento, ninguém, pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo. Agora, se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstra-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo" (1 Cor 3,10-15). Paulo fala dos pregadores do Evangelho, que haveriam de edificar a Igreja sobre os alicerces lançados por ele durante suas viagens missionárias. Uns edificariam com muito zêlo (com ouro, prata e pedras preciosas), outros seriam porém, pouco zelosos (edificando com madeira), outros seriam negligentes (edificando a Igreja com feno ou palha). De qualquer forma o "dia do Julgamento" demonstraria o que "vale o trabalho de cada um". Se a construção resistir, isto é se o ministro edificou com amor, "o construtor receberá a recompensa". Se o ministro foi pouco zeloso pela Igreja, "arcará com os danos". Porém ele será salvo apesar de tudo. Como? Sendo purificado, ou seja, "passando de alguma maneira através do fogo", isto é, após o dia do julgamento particular, alguns ministros de Deus deverão ser purificados devido ao pouco zêlo para com as coisas da Igreja de Deus.

"Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados (...) padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos na prisão, aqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes (...) Por isto foi o Evangelho pregado também aos mortos; para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito." (1 Ped 3,18-19; 4,6). Esta "prisão" ou "limbo dos antepassados", onde os espíritos dos antigos estavam presos, e onde Jesus Cristo foi pregar durante o Sábado Santo, é figura do purgatório. Temos, portanto, um lugar onde as almas dos antepassados aguardavam a salvação. Salvação e purificação comunicada pelo próprio Cristo. Por isto, declara o apóstolo, foi o "Evangelho pregado também aos mortos(...) para que vivam segundo Deus quanto ao espírito".

"Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados [dos soldados mortos em batalha]: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis porque ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas" (2 Mac 12,43-46). O general Judas Macabeu (160 aC), herói do povo judeu, faz uma grande coleta e a envia para Jerusalém, para que os sacerdotes ofereçam um sacrifício de expiação pelos pecados de alguns soldados mortos. Fica claro no texto que os judeus oravam pelos seus mortos e por eles ofereciam sacrifícios. Fica claro também que os sacerdotes hebreus já naquele tempo aceitavam e ofereciam sacrifícios em expiação dos pecados dos falecidos e que esta prática estava apoiada sobre a crença na ressurreição dos mortos. Subentende este texto que as almas dos soldados mortos estavam em algum local ou "estado" de purificação, pois se estivessem nos céus, as oração dos vivos eram desnecessárias, e se, por outro lado estivessem no inferno, toda oração seria inútil. E como o livro dos Macabeus pertence ao cânon dos livros inspirados...

A oração pelos mortos aliás, era uma prática constante entre os primeiros cristãos, como atestam ainda hoje inscrições em numerosos túmulos e arcas funerárias cristãs daqueles primeiros tempos, bem como em textos dos primórdios que chegaram até nós. Eis alguns exemplos:

"Oferecei também a régia Eucaristia (...) oferecei-a orando pelos mortos" (Didascalía dos Apóstolos [meados do séc. III]).

"Caso (na Eucaristia) se faça a memória em favor daqueles que faleceram..." (Cânones de Hipólito [séc. III]).

"Por todos os defuntos dos quais fazemos comemoração, assim oramos: Santifica estas almas ..." (Serapião de Tmuis [meados do séc. IV]).

"Oremos pelo repouso de ... a fim de que Deus bom, recebendo a sua alma, lhe perdoe todas as suas faltas" (Constituições Apostólicas [séc. IV]).

"Os apóstolos instituíram a oração pelos mortos..." (S. João Crisóstomo [+407], In Philipp. III, 4).

"Desta afirmação (Mt 12,31), podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras no século futuro" (S. Gregório Magno [séc. V], Dial. 4,39).

"Jejuai todos por mim, a fim de que Deus seja misericordioso para com minha alma" (inscrição funerária cristã [séc. IV]). etc... etc...

Conclusão: o cristão, que não ora pelos seus mortos... conforme o ensino bíblico: "Dá de boa vontade a todos os vivos, e não recuses este benefício a um morto" (Eclo 7,37).


Doutrina sobre o Purgatório

O que é?

Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu.

É um Dogma de Fé e por isso nenhum cristão pode colocar em dúvida sua existência. A Santa Igreja, baseando-se na Sagrada Escritura e na Tradição, definiu basicamente nos Concílios de Florença e de Trento o que devemos acreditar sobre este assunto.

Estado de espírito onde as almas pagam as dívidas à Justiça Divina.

É muito importante saber que...

As almas do Purgatório já não podem mais merecer, isto é, não têm a possibilidade de alcançar méritos, não podem fazer nada para merecer a vida eterna, precisam de nós que ainda temos à nossa disposição os Tesouros da Redenção, que é formado pelos os Méritos infinitos de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos.

Isto entenderemos melhor mais adiante...

"Entre o último suspiro, e a eternidade, há um abismo de misericórdia". São Francisco de Sales

O Purgatório na Palavra de Deus

A doutrina sobre o Purgatório não está explícita na Bíblia Sagrada, no entanto, algumas passagens dão as idéias fundamentais de sua existência.

Em 2 Macabeus 12, 39-46 – "...puseram-se em oração para pedir que o pecado cometido fosse cancelado". "...ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado".

Em Mateus 5, 25-26 – "...dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo".

Em Mateus 12, 31-32 – "...não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro".

No Apocalipse 21, 27 – "Nela jamais entrará algo de imundo".

Por que motivos podemos ir para o Purgatório?

Todo pecado trás como conseqüência duas coisas:

A culpa e a pena (pena eterna + pena temporal).

Pela verdadeira contrição e pelo Sacramento da Reconciliação, ficam perdoadas a culpa e a pena eterna.

Todavia, permanece a pena temporal, o dever da penitência e da reparação do mal que cometemos. Fica uma dívida que devemos pagar à Justiça de Deus, nesta vida ou no Purgatório.

Pelas Indulgências podemos diminuir e até apagar toda a pena temporal. Sobre as indulgências falaremos adiante.

Assim podemos resumir os motivos que nos levam ao Purgatório:

  1. pelos pecados veniais não remidos ou perdoados neste mundo;

  2. pelas inclinações viciosas deixadas em nossa alma pelo hábito do pecado e

  3. pela pena temporal devida a todo pecado mortal ou venial cometido depois do batismo e não expiado ou expiado insuficientemente nesta vida.

Como são os sofrimentos (penas)?

1º Sofrimento - Pena dos Sentidos

"Reuni todas as penas que os homens têm sofrido, sofrem e sofrerão, desde o princípio do mundo até o fim dos tempos; juntai todos os tormentos que os tiranos e os algozes têm feito sofrer aos mártires: será uma pálida imagem dos tormentos do Purgatório; e, se as pobres encarceradas fosse permitida a escolha, prefeririam aqueles suplícios durante mil anos a ficarem no Purgatório mais um dia". Santa Catarina de Gênova

"A dor não é o golpe que recebe, mas a sensação dolorosa desse golpe". São Tomás de Aquino

"O fogo que envolve é o mesmo que atormenta os condenados no inferno, e esse fogo, oh, é terrível!" São Tomás de Aquino

"As penas do Purgatório são passageiras, não são eternas, mas creio que são mais terríveis e insuportáveis que todos os males desta vida". São Gregório Magno

"Como deve ser maravilhoso o Céu, pois Deus exige uma purificação tão dolorosa das almas". Santa Catarina de Sena

2º Sofrimento – Pena do Dano

É a separação forçada de Deus ou uma força irresistível, que a cada instante afasta bruscamente de Deus a alma que a todo momento, por instinto de sua natureza, corre a se unir com Ele. Imaginemos uma mãe que chamada pelo filho prestes a ser devorado por uma fera, fosse retida por uma força invencível no momento em que se precipitasse em seu socorro. Para as almas esta sensação é uma constante.

3º Sofrimento – Impotência de se acudirem a si próprias

É a impotência absoluta, não podem nem fazer penitência, nem merecer, nem satisfazer à Justiça Divina, nem ganhar uma indulgência, nem receber os Sacramentos.

Mais uma vez é importante lembrar que nós podemos ajudá-las a se libertarem.

4º Sofrimento – O conhecimento dos seus pecados

As almas do Purgatório vêem as coisas de Deus diferente de nós, esclarecidas pela Divina Luz, compreendem elas o respeito, o amor, a obediência que deviam a Deus, e ainda, a ingratidão dos pecados que cometeram. Essa ingratidão as oprime de tantos remorsos, que elas sentem a necessidade de sofrer para expiar tanta falta de amor, e ainda, a esse sentimento se une o pensamento de que teriam podido facilmente evitar em vida as faltas que as fazem sofrer.

5º Sofrimento – O esquecimento em que caem

As almas sofrem com o esquecimento dos seus, elas pedem o repouso, o refrigério e a luz, e não rezamos por elas o quanto deveríamos, para libertá-las desse estado.

6º Sofrimento – Incerteza do tempo de permanência no Purgatório

Na eternidade não há mais tempo. O tempo não é como o nosso, elas sofrem sem saber quando vão se libertar. Um minuto nosso para elas é uma eternidade.

"Eu temo, temo do bom conceito que meus amigos têm feito de mim; entendendo que eu já estou no Céu, sem querer me deixarão ficar no Purgatório". São Francisco de Sales

"De boa vontade eu ficaria cem mil anos no Purgatório, pois teria a certeza do Paraíso". São Bernardino de Sena

O estado das almas do Purgatório nos ensinamentos de São Francisco de Sales:

  1. As almas do Purgatório estão numa contínua união com Deus e perfeitamente submissas à vontade de Deus. Não podem deixar esta união divina e nunca podem contradizer a divina vontade, como nós neste mundo.

  2. Elas se purificam com muito amor e com toda boa vontade, porque sabem que isto á da vontade de Deus. Sofrer para fazer a vontade de Deus é uma alegria para elas.

  3. Elas querem ficar na maneira que Deus quer e quanto tempo ele quiser.

  4. São impecáveis e não podem experimentar o mais leve movimento de impaciência, nem cometer uma imperfeição sequer.

  5. Amam a Deus mais do que a si próprias, e mais do que todas as coisas, e com um amor muito puro e desinteressado.

  6. São consoladas pelos Anjos.

  7. Estão seguras da sua salvação e com uma segurança que não pode ser confundida.

  8. As amarguras que experimentam são muito grandes, mas numa paz profunda e perfeita.

  9. Si pelo que padecem estão como numa espécie de inferno, quando a dor, é um paraíso de doçura quanto a caridade mais forte do que a morte.

  10. Feliz estado, mais desejável que temível, pois estas chamas do Purgatório são chamas do Amor!”

"Falam só das penas daquele lugar e nunca da felicidade e da paz que desfrutam as almas que lá estão. É verdade que os sofrimentos são extremos e as maiores e mais terríveis dores desta vida não se podem comparar a eles, mas também as satisfações interiores são tais e tantas que nenhuma prosperidade e alegria da terra a elas se podem igualar". São Francisco de Sales

"Sim, o tormento delas é tão grande que nenhuma língua humana pode exprimí-lo, mas as suas delícias são de tal modo inebriantes que só a felicidade dos eleitos podem dar uma idéia". Santa Catarina de Gênova no Tratado do Purgatório

Motivos pelos quais devemos socorrer as almas do Purgatório

1º - O serviço que prestamos a Deus e a glória que lhe proporcionamos

Imaginemos o que experimentaria o coração de uma mãe que, tendo conhecimento de que seu filho foi condenado à prisão por muitos anos, o visse de repente, trazido por um amigo que o ajudou a se libertar.

E ainda, a glória que lhe proporcionamos, pois fomos criados para glorificar a Deus, e cada alma liberta do Purgatório, imediatamente voa ao Céu e glorifica incessantemente ao Senhor Deus Todo Poderoso.

2º - O serviço que prestamos a nós mesmos

Adquirimos certamente um protetor no Céu, as almas por nós ajudadas a se libertarem serão eternamente reconhecidas no Céu. No Céu também se ama e se é reconhecido.

Constituímos no Céu um representante nosso que, em nosso nome, adora, louva e glorifica o Senhor, enquanto estamos em vida ocupados em trabalhos e fadigas, elas adoram a Deus também em nosso nome.

"Tudo quanto peço a Deus pela intercessão das almas do Purgatório me é concedido". Santa Teresa

"Quando quero obter com segurança uma graça, recorro às almas padecentes e a graça que suplico sempre me é concedida". Santa Catarina de Bolonha

3º - As principais virtudes que assim praticamos

Socorrendo as almas do Purgatório praticamos a caridade em toda sua extensão.

Ajudamos ao nosso próximo no dia-a-dia, em diversas circunstâncias, também devemos fazê-lo às almas do Purgatório, e ainda mais, porque sabemos que não podem socorrer a si mesmas.

4º - O julgamento que nos espera após a morte

É obra de caridade rezar por quem precisa.

"Tudo que fizerdes aos meus pequeninos e a mim que o fazeis". Nos disse o Senhor Jesus.

E ainda "Tudo o que damos por caridade às almas do Purgatório converte-se em graças para nós, e, após a morte, encontramos o seu valor centuplicado". Nos ensinou Santo Ambrósio

Nós podemos rezar por nós e por elas, e as almas do Purgatório não podem se ajudar. Nós podemos pagar as suas dívidas, para que alcancem a liberdade.

E ainda, não podemos nos esquecer de que um dia poderemos estar no Purgatório.

O que nos leva ao Purgatório?

A Tibieza e o Pecado Venial

A tibieza é o hábito não combatido do pecado venial, ainda que seja um só.” Santo Afonso

A tibieza mina o espírito, sem que as pessoas percebam, nos enfraquece espiritualmente, amortece as energias da vontade e do esforço. Afrouxa a vida cristã. É um sistema de acomodações na vida espiritual do cristão.

Há muitos sinais de tibieza, mas o que a caracteriza é o pecado venial deliberado e habitual.

Tudo quanto ofende a Nosso Senhor nunca é leve ou coisa sem importância para uma alma fervorosa. O pecado venial é uma ofensa a Deus, e nele há:

Três circunstâncias agravantes:

  1. Uma injúria a Majestade Divina.

  2. Revolta contra a Autoridade de Deus.

  3. Ingratidão a Bondade Eterna.

"O hábito dos pecados veniais tira dos nossos olhos a malícia do pecado grave, e em breve não receamos passar das faltas mais leves aos maiores pecados". São Gregório

Depois da morte, as menores penas que nos esperam é algo maior do que tudo que se possa padecer neste mundo. As menores faltas são punidas severamente”. Santo Anselmo

O que devemos fazer?

Eis as palavras de Santo Agostinho:

Devemos, pois socorrer os falecidos:

  1. Em razão do parentesco de sangue.

  2. Por gratidão, aos benfeitores nossos.

  3. Por justiça.

  4. Por caridade.

O Santo Cura d’Ars, São João Batista Vianney, era um devoto fervoroso das almas do Purgatório. Pedira a Deus a graça de sofrer muito. Os sofrimentos do dia, oferecia-os pela conversão dos pecadores, e os da noite, pelas almas do Purgatório.

"Se soubéssemos como é grande o poder das boas almas do Purgatório (em nosso favor) sobre o Coração de Jesus, e se soubéssemos também quantas graças poderíamos obter por intercessão delas, é certo, não seriam tão esquecidas". São João Batista Vianney

Como podemos ajudá-las?

Um dia, Santa Gertrudes rezava com fervor pelos falecidos, quando Nosso Senhor lhe fez ouvir estas palavras:

"Eu sinto um prazer todo especial pela oração que me fazem pelos fiéis defuntos, principalmente quando vejo que a compaixão natural se junta a boa vontade de a tornar mais meritória. A oração dos fiéis desce a todo instante sobre as almas do Purgatório, como um orvalho refrigerante e benéfico, como um bálsamo salutar que adoça e acalma suas dores, e ainda as livra das suas prisões mais ou menos rapidamente conforme o fervor da devoção com que é feita".

E ainda noutra ocasião:

"Muitíssimo grata me é a oração pelas almas do Purgatório, porque por ela tenho ocasião de libertá-las das suas penas e introduzí-las na glória eterna".

Oração

Aplicando as indulgências recebidas na oração em sufrágio, para a liberdade das almas do Purgatório.

Aqui vemos a importância das indulgências, através delas pagamos à Justiça Divina o que devemos, ou as oferecemos pelas almas para que elas possam assim pagar o devem à Justiça Divina, e se libertarem para entrar no gozo Celeste.

Salmo 129 (130) - De Profundis

É um dos sete Salmos Penitenciais, e é uma oração indulgenciada.

Orações canônicas do Breviário ou Divino Ofício, Orações Oficiais da Igreja

"A oração é a chave de ouro que abre o Céu". Santo Agostinho

Sofrimento

"Aliviemos as almas do Purgatório, aliviemo-las por tudo o que nos penaliza, porque Deus tem cuidado em aplicar aos mortos os méritos dos vivos". São João Crisóstomo

Podemos aceitar os nossos sofrimentos com amor e humildade, oferecendo-os em sacrifício pelas almas, afim de que elas sofram menos. É meritório para nós (santificação) e para as almas (alívio dos sofrimentos) oferecer a Nosso Senhor Jesus Cristo a cruz de cada dia pelos nossos falecidos. Quem não tem a sua cruz?

É bom lembrar que, aceitando os sofrimentos da vida, em espírito de reparação, estaremos diminuindo as penas que poderemos experimentar se formos para o Purgatório. Não sabemos o nosso futuro.

Ato Heróico

Quando fazemos um ato de penitência e oração, como por exemplo rezar um Santo Terço de joelhos, há neste ato, três frutos diferentes:

Um fruto meritório – que não o podemos perder, é o mérito pessoal de quem o pratica, nos dá um acréscimo de graça e de glória.

Um valor satisfatório do ato – que é a penitência, o sacrifício, e este é para as almas, no Ato Heróico.

Uma força impetratória - que é a da oração como oração.

"É o ato que consiste em oferecer à Divina Magestade, em proveito das almas do Purgatório, todo o valor satisfatório das obras que fizemos durante a vida, e todos os sufrágios que forem aplicados pela nossa alma depois da morte".

Este ato há de ser feito em perpétuo, isto é, por toda a vida continuando após a morte, mas não obriga sob pena de pecado, a pessoa pode renunciá-lo, não comete pecado mortal nem venial.

Pelo Ato Heróico não renunciamos o mérito de nossas boas obras, isto é o fruto meritório, que nos dá nesta vida um acréscimo da graça e da glória no Paraíso. Este merecimento é nosso e não o podemos ceder aos outros.

Além disso, tudo o mais que fizermos, será em proveito das almas do Purgatório, desde que fazemos o Ato Heróico, todas as indulgências que lucramos são das almas. Só a indulgência plenária na hora da morte não é aplicável aos falecidos. O Ato Heróico não impede de rezar nas próprias intenções e pelos falecidos.

O Ato Heróico não nos impede de utilizar a força impetratória da oração por alguma alma em particular, mas a entrega que se faz em favor das almas sofredoras neste ato, no qual cedemos o valor satisfatório, é feito, em geral, por todas as almas, e não em favor de uma ou outra em particular.

É um engano pensar que se perde muito com o Ato Heróico, ao contrário, lucra-se mil vezes mais. Deus se deixa vencer em generosidade? Este Ato é cheio de mérito, é um ato perfeito, que nos faz esquecer de nós mesmos para favorecer nossos irmãos e praticar a caridade. "A caridade cobre uma multidão de pecados", nos ensina a Palavra de Deus. Este heroísmo de caridade será recompensado com superabundância de graças em vida e de glória na eternidade.

Para realizá-lo, não é prescrita uma oração em especial, pode ser feito espontaneamente.

Missas Gregorianas

É providenciar a celebração de trinta Santas Missas individuais, isto é, por uma só alma e não por diversas na mesma Santa Missa, em trinta dias consecutivos, se por acaso nestes dias forem os três últimos dias da Semana Santa (sexta-feira ao domingo), a interrupção não altera o prosseguimento, as Santas Missas destes dias podem ser celebradas depois em seguida. Todavia, não é necessário que as Santas Missas sejam celebradas pelo mesmo sacerdote, numa mesma igreja e altar.

O essencial é que sejam celebradas trinta Santas Missas por um falecido, em trinta dias consecutivos.

"Deus acolhe com mais fervor a oração pelos mortos, do que a que nós lhe dirigimos pelos vivos". São Tomás

Exercícios de piedade nas segundas - feiras e no Mês de Novembro

Como nos ensina a Tradição cristã, o costume de fazer piedosos exercícios pelas almas do Purgatório nas segundas-feiras durante o ano todo, e também durante todos os dias do mês de Novembro, neste mês rezamos em especial pelas almas do Purgatório, nestes dias pratiquemos em súfrágio das almas o quanto pudermos; assistir a Santa Missa, receber a Sagrada Comunhão, das esmolas, fazer a Via Sacra, visitar os doentes, enfim, temos à nossa disposição muitas maneiras de sufragá-las.

Santa Missa

É o maior, mais poderoso e eficaz sufrágio que possamos oferecer a Deus pelos falecidos. É o mesmo Sacrifício do Calvário, na Santa Missa se oferece o próprio Deus para reparar as faltas de toda a humanidade. Pode haver maior sufrágio que a Santa Missa?

Distinguem-se quatro frutos principais do Santo Sacrifício:

  • Um fruto geral – aplicado a todos os fiéis vivos e falecidos não separados da Comunhão da Igreja;

  • Um fruto especial – aplicado aos que assistem atualmente a Santa Missa;

  • Um fruto especialíssimo – aplicado aos que mandam celebrar a Santa Missa e

  • Um fruto ministerial – que pertence ao celebrante e é alienável.

"Vale mais assistir devotamente uma Santa Missa por nós em vida, ou dar espórtula para se celebrar, do que várias Missas após a morte". Santo Anselmo

"A cada Santa Missa celebrada com devoção, saem muitas almas do Purgatório. E não sofrem tormento algum durante a Missa aplicada por elas". São Jerônimo

"Os anjos não somente assistem ao Sacrifício da Santa Missa, senão que no fim acodem voando às portas do Purgatório a libertar às almas, às quais Deus aplica a virtude do Santo Sacrifício que se acaba de celebrar". São João Crisóstomo

"Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa". São Lourenço Justiniano

"Toda Santa Missa diminui teu Purgatório; toda Santa Missa alcança-te um grau de glória no Céu". São Bernardo

"A Santa Missa é o sol que dissipa as trevas do Purgatório". São Francisco de Sales

"Na hora da morte, as Santas Missas às quais tiveres assistido, serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Em cada Santa Missa podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados...". Santo Agostinho

Comunhão

Sim, depois da Santa Missa, não há sufrágio melhor e mais poderoso para socorrer as pobres almas que a Santa Comunhão. Escreveu São Boaventura: "Que a caridade te leve a comungar, porque nada há tão eficaz para proporcionar descanso aos que padecem no Purgatório".

A comunhão dignamente recebida é um meio especialíssimo para o sufrágio das almas do Purgatório, pois na Sagrada Comunhão oferecemos o próprio Deus.

Podemos também oferecer a Comunhão Espiritual pelas almas sofredoras.

Penitência e Boas Obras

A penitência além de nos ser necessária, é muito meritória, e podemos oferecê-la em sufrágio das almas do Purgatório.

Oferecer alguns momentos de sede de vez em quando, para matar a sede que as almas do Purgatório têm de Deus.

Mortificar a curiosidade nas leituras, em querer saber tudo, para reparar os pecados cometidos pelas almas por esta falta de mortificação. Dominar a gula, os vícios, etc.

Fazer atos de humildade para reparar o orgulho cometido por tantas almas que sofrem.

Reservar um pouco dos rendimentos para providenciar a celebração da Santa Missa, e para outros atos de caridade em sufrágio das almas do Purgatório.

Assim, tiraremos duplo proveito: a nossa santificação e o alívio das almas sofredoras.

"Uma pequena penitência livremente praticada nesta vida é preferível, aos olhos de Deus, a uma grande penitência imposta na outra". São Boaventura

Via Sacra

É também um excelente meio de sufrágio para as almas sofredoras, a meditação da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo nos recorda o Preciosíssimo Sangue derramado pela salvação das almas, e nos faz pedir pelo Sangue de Cristo a libertação das almas do Purgatório.

"Si quereis crescer de virtude em virtude, atrair para vossa alma graça sobre graça, entregai-vos muitas vezes ao piedoso exercício da Via Sacra". São Boaventura

Esmolas

Socorramos os pobres e necessitados, oferecendo as indulgências recebidas em sufrágio das almas do Purgatório.

Já no Antigo Testamento observamos esta prática.

O anjo disse a Tobias:

"A esmola salva da morte, apaga os pecados, tira a alma das trevas, faz-lhe achar graças diante de Deus e lhe assegura a vida eterna". Tobias 4, 8-11

Água Benta

O Venerável padre Domingos de Jesus, segundo o costume da Ordem Carmelitana, tinha uma caveira sobre a mesa de sua cela. Certo dia, ao ter aspergido essa caveira com água benta, a mesma começou a bradar em voz alta suplicando: Mais água benta! Porque ela alivia o ardor das chamas horrivelmente dolorosas!

A oração da Igreja intercede por meio da água benta, por isso as almas do Purgatório tanto anseiam pelo uso desta em seu favor.

Nossa Senhora - Um a parte especial à sua Intercessão...

"Eu sou a Rainha do Céu, eu sou a Mãe da misericórdia, o caminho por onde voltam os pecadores a Deus. Não há pena no Purgatório que não se alivie e que por mim não se torne menor do que si o fôra sem mim". Nossa Senhora à Santa Brígida

"Cada ano, nas grandes festas, a Mãe de Deus desce ao Purgatório e liberta muitas almas do sofrimento, levando-as para a glória, sobretudo nas festas da Páscoa, do Natal e da Assunção". Venerável Dionizio Cartuziano

Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

Diz a tradição que na noite do dia 16 de julho de 1251, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, um homem considerado por todos os Irmãos como um homem de intensa oração, de entrega total, devoção e amor à Mãe do Carmelo, a Virgem Maria, mergulhado na oração, dirigiu-se a Virgem Maria e pediu-lhe a proteção da "Senhora" sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Pediu-lhe que ajudasse a seus Irmãos, porque estes sempre se mantinham fiéis a seu serviço e agora necessitavam de sua ajuda. Neste momento, segundo a tradição, rezou esta famosa oração que até hoje os Carmelitas cantam solenemente nas festas:

"Flor do Carmelo, vide florida.

Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável.

Doce Mãe, mas sempre Virgem,

Sede propicia aos carmelitas, Ó Estrela do Mar".

Durante esta oração, apareceu-lhe a própria Virgem Maria, rodeada de anjos.

Entregou-lhe o Escapulário que tinha em suas mãos e lhe disse:

"Recebe, meu filho muito amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno".

E ainda:

"Eu, como terna Mãe dos confrades carmelitas, descerei ao Purgatório no primeiro sábado depois da sua morte e os livrarei e os conduzirei ao Monte Santo da vida eterna".

Normas Práticas no uso do Escapulário:

O escapulário é imposto só uma vez por um sacerdote, com a imposição passa-se a fazer parte da grande família carmelitana, participando de toda a vida espiritual do Carmelo.

Por ser confeccionado com tecido, o escapulário desgasta-se facilmente; por isso recomenda-se que seja substituído por um novo quando necessário. Este também deverá receber a benção sacerdotal.

Pode ser substituído por uma medalha que represente de uma parte a imagem do Sagrado Coração de Jesus e da outra, a Virgem Maria.

O escapulário compromete com uma vida autêntica de cristãos que se conformam às exigências evangélicas, recebem os Sacramentos, professam uma especial devoção à Santíssima Virgem, expressa ao menos com a recitação diária de três Ave-Marias.

O Escapulário do Carmo não é:

  • Um amuleto;

  • Uma garantia automática de salvação;

  • Uma dispensa de viver as exigências da vida cristã.

  • Indulgência

  • Relembrando...

Todo pecado trás como conseqüência duas coisas:

A culpa e a pena (pena eterna + pena temporal).

Pela verdadeira contrição e pelo Sacramento da Reconciliação, ficam perdoadas a culpa e a pena eterna.

Todavia, fica-nos o dever da penitência e da reparação do mal que cometemos. Fica uma dívida (referente a pena temporal) que devemos pagar à Justiça de Deus, nesta vida ou no Purgatório.

Pelas indulgências podemos diminuir e até apagar toda a pena temporal.

Tiramos do Tesouro da Igreja, formado pelos méritos superabundantes de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos o que precisamos para pagar as dívidas à Justiça Divina, e isto, podemos realizar devido a Comunhão dos Santos.

Entendendo melhor...

A Igreja, pelo Tesouro da Igreja Universal formado pelos méritos superabundantes de Nosso Senhor Jesus Cristo, os méritos da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos, aplica para o bem dos fiéis neste mundo e para alívio das almas do Purgatório, as Indulgências.

É uma graça de Deus, que ocorre devido o dogma da solidariedade dos fiéis, dos que estão na graça de Deus, isto é da Comunhão dos Santos.

Comunhão dos Santos

O que é?

Todos são membros de Cristo. Todos formam o Corpo Místico de Cristo, estamos todos unidos em Jesus Cristo, como os membros unidos à cabeça, isto é, podemos nos auxiliar uns aos outros nesta sublime solidariedade em Cristo e por Cristo. É o mistério da admirável Comunhão dos Santos.

Quem são os fiéis solidários?

  • são os justos no Céu, os que se salvaram e estão na posse de Deus;

  • são os justos que padecem no Purgatório e

  • são os justos que peregrinam na vida terrena.

Formam eles as três Igrejas:

  • a Igreja Triunfante, os fiéis já no triunfo eterno da glória;

  • a Igreja Padecente, os fiéis que se purificam nas chamas do Purgatório e

  • a Igreja Militante, somos nós que combatemos neste mundo.

Agora vamos aprender sobre as Indulgências...

O que é Indulgência?

É a remissão, diante de Deus, da PENA TEMPORAL devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa (com uma verdadeira contrição e pelo Sacramento da Reconciliação), que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja.

A Indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados.

E ainda, qualquer fiel pode lucrar indulgências parciais ou plenárias para si mesmo ou aplicá-las aos falecidos como sufrágio.

Vale esclarecer que ninguém pode lucrar indulgências em favor de outras pessoas vivas.

É ainda, importantíssimo ressaltar, que as indulgências não nos dispensam de fazer penitência e a confissão humilde de nossos pecados.

O que é preciso fazer para ganhar a Indulgência?

Três pontos básicos são necessários para se ganhar a indulgência:

Para que alguém seja capaz de lucrar indulgências, deve ser batizado, não estar excomungado e encontrar-se em estado de graça, pelo menos no fim das obras prescritas. Em estado de pecado grave não se lucram indulgências.

A intenção de lucrar as mesmas, para isto basta termos a intenção virtual (em pensamento), e podemos fazer pela manhã a intenção de lucrarmos todas as indulgências anexas as orações e boas obras que praticarmos naquele dia...


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