Acadêmico: História, Definição, O que é, Origem

Definição

a.ca.dê.mi.co

adj (lat academicu) 1 Pertencente ou relativo a uma academia ou a seus membros. 2 Bel-art Em harmonia com os modelos clássicos. 3 Artificioso, forçado, pretensioso. 4 De que não se espera que produza um ato ou resultado prático imediato; especulativo, abstrato, teórico: Questão meramente acadêmica. sm 1 Filósofo da escola de Platão. 2 Lente, membro ou sócio de alguma academia. 3 Estudante de uma escola superior, faculdade ou universidade.

Origem do Termo Academia

(Do Grego Akademia, pelo latin: Academia; pelo italiano: Accademia; pelo francês: Academie). Segundo alguns autores deriva da palavra Academus, herói ático. Mais tarde, inspirado no Platão mandou construir sua famosa escola, que denominou “AKADEMÍA”, em 387 a.C.

História

A palavra Academia vem do grego, Akademeia. Esta por sua vez, provém do nome próprio Academo do grego, e via latim Academus. Este personagem se tornou um "herói" grego, tendo emergido da conhecida guerra de Tróia. Era ele proprietário de um bosque nos arredores de Atenas aonde construiu um ginásio para treinamento físico e de lutas marciais e que ficou conhecido como Jardim Academus. Este foi portanto o primeiro espaço reservado a atividade física e treinamento em lutas marciais ligada ao nome Academia que se tem noticia na história!

Ao voltar a Atenas, Platão adquiriu o Jardim Academus, onde fundou um centro de estudos, desenvolvimento e ensino de filosofia e cultura denominado A Academia, que ficou conhecido como Academia Platônica. Funcionou ininterruptamente até o ano de 529 A.D., quando foi fechada por Justiniano I, que via nela uma ameaça a propagação do cristianismo. A partir daí, quando se forma um grupo para o desenvolvimento de atividades específicas, usa-se a denominação Academia: para desenvolvimento físico, Academia de Ginástica; para desenvolvimento de atividades policiais, Academia de Polícia; para desenvolvimento de atividades filosóficas, Academia de Filosofia; para desenvolvimento de atividades literárias e culturais, Academia de Letras; para o desenvolvimento de atividades médico - científicas, Academia de Medicina.

O termo "academia" remonta a Academia de Platão - escola fundada pelo célebre filósofo grego nos jardins que um dia teriam pertencido ao "herói" Akademus (donde vem o nome). Ali buscava-se, pelo dialética socrática, o saber pelo questionamento e pelo debate. Ao contrário da Escola de Isócrates, onde o conhecimento consistia na mera repetição do saber.

Foi com esta idéia de debates, que diversas instituições literárias surgiram em França, entre as décadas de 1620 a 1630 - consolidando-se na matriarca de todas as agremiações literárias - a citada Adèmie…

Mas, mesmo antes destas, existiram outras instituições com objetivos análogos, tais como:

  • Academia do Palácio - em Paris, de 1570 - a primeira a receber o nome de "Academia francesa", no reinado de Carlos IX.

  • Academia de Florença - de 1582, chamada "della Crusca" ou do "Farelo" - pois nas questões lingüísticas dizia separar o jóio do trigo, limitando o seu ingresso sob o lema "Il più bel fior ne coglie" (algo como "a fina flor colhida").

  • Academia dei Licei, também na Itália, de 1609.

Após a fundação da Académie, em 1635, outras tantas surgiram e desapareceram:

  • Academia das Inscrições e Belas Letras (1663);

  • Academia de Ciências (1666, na França);

  • Academia Real ("Royal Academy", Londres, 1660);

  • Arcadia Romana (1690);

  • Academia dos Generosos (Portugal, 1647);

  • Academia dos Singulares (Portugal, 1663).

Ao Brasil, com certo atraso, foram fundadas:

  • Academia Brasílica dos Esquecidos (na Bahia, 1724);

  • Academia dos Felizes (Rio de Janeiro, 1736);

  • Academia dos Selectos (Rio de Janeiro, 1751 ou 1752);

  • Academia Brasílica dos Renascidos (na Bahia, revivendo a dos Esquecidos, de vida breve - em 1759)

Muitas outras vieram das quais apenas a francesa subsistiu - tendo também sido a única oficializada pelo Estado.

Academias "mistas" e "categorizadas"

No Brasil, com a proliferação de entidades literárias, muitas cidades não reuniam "literatos" em número suficiente para que viessem a justificar a fundação de um "silogeu". Vieram, assim, as Academias "mistas": de "letras e artes" (em tese, todo "artista" pode ser membro); de "letras e música", etc.

De outro lado, certas categorias profissionais ou associativas, reunindo em seu bojo muitos escritores, passaram a criar Academias específicas: médicos, militares, etc.

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